O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou nova tensão internacional ao ameaçar anexar a Groenlândia e sugerir uma ação militar contra a Colômbia. As declarações foram feitas apenas um dia após a operação militar norte-americana na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que os EUA não têm direito de anexar nenhum território do Reino da Dinamarca e pediu o fim das ameaças. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, classificou a sugestão de Trump como “inaceitável e desrespeitosa”. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reforçou que apenas a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir sobre o futuro do território.
Sobre a Colômbia, Trump criticou o governo do presidente Gustavo Petro, chamando-o de “administrado por um homem doente que produz cocaína e envia aos EUA”. Ele também afirmou que uma ação militar contra o país “parece boa”.
Todavia, Petro rejeitou as acusações, reforçando sua legitimidade e pedindo que a população se defenda contra qualquer ato ilegítimo, mantendo a ordem para que a defesa seja contra invasores, não contra o povo.
As declarações reacendem debates sobre soberania, interferência de superpotências e tensões geopolíticas na América Latina e no Ártico.
