O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, em publicação na rede Truth Social, que considera “razoável” um possível acordo com o Irã. No entanto, ele endureceu o tom ao declarar que, caso Teerã rejeite os termos, os EUA poderão destruir infraestruturas estratégicas do país, como usinas elétricas e pontes.
Primeiramente, segundo a ABC News, a delegação americana nas negociações deve ser liderada pelo vice-presidente J.D. Vance.
Além disso, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao atacar embarcações no Estreito de Ormuz. Em resposta, autoridades iranianas criticaram duramente o bloqueio naval imposto pelos EUA, classificando a medida como ilegal e comparando-a a punição coletiva contra a população.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaïl Baghaï, afirmou que a ação americana é cabível de interpretação como crime de guerra e contra a humanidade.
Apesar da escalada verbal, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bager Qalibaf, indicou que houve avanços nas negociações recentes entre Teerã e Washington. Todavia, ele reconhece que ainda existem divergências importantes.
Qalibaf destacou que as tratativas seguem em aberto e que pontos essenciais continuam sem consenso. Desse modo, ele ressaltou também a falta de confiança do Irã em relação aos Estados Unidos, inclusive após reuniões anteriores realizadas em Islamabad, no Paquistão.
Por fim, Trump declarou que entraves principais já teriam sido superados e chegou a afirmar que o Irã aceitou entregar urânio altamente enriquecido — informação negada pelas autoridades iranianas, o que reforça o clima de tensão e incerteza nas negociações.
