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11 de setembro de 2026
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Trump limita vacinas infantis recomendadas nos EUA e determina mudança no calendário

Foto: Jim WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10) uma ordem executiva que limita a 11 o número de vacinas recomendadas para crianças no país. Além disso, a medida determina mudanças no intervalo de aplicação dos imunizantes.

Entre as principais medidas, está a orientação para separar a vacina tríplice viral, conhecida como MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Nesse sentido, a determinação prevê que os médicos apliquem os três componentes separadamente, em consultas distintas.

“Com efeito imediato, meu governo está reconhecendo recomendações de padrão ouro para vacinação infantil de apenas 11 vacinas essenciais. Elas agem contra as doenças mais graves e perigosas, juntamente com a MMR, que esperamos que seja dividida. Os Estados Unidos recomendaram mais vacinas infantis do que qualquer país comparável, e até duas vezes mais doses do que alguns países europeus”, afirmou Trump.

Segundo o presidente, a mudança tem como objetivo ampliar o intervalo entre as aplicações. De acordo com Trump, as crianças estariam recebendo mais vacinas do que conseguiriam suportar. Por isso, ele defendeu que os profissionais distribuam as doses ao longo de um período maior.

Vacinas mantidas na recomendação

A ordem executiva mantém a recomendação de imunizantes contra sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, Hib, doença pneumocócica, HPV e varicela.

Por outro lado, o governo determinou que os médicos recomendem vacinas contra VSR, hepatite A, hepatite B, meningococo B, meningococo ACWY e dengue apenas para crianças consideradas de alto risco.

Além disso, a administração Trump informou que pretende pressionar os estados americanos a reestruturarem suas normas de vacinação. Dessa forma, o governo quer alinhar as regras estaduais às novas diretrizes federais.

Especialistas criticam mudanças

Apesar das justificativas apresentadas pelo governo, especialistas demonstraram preocupação com a possibilidade de que a separação e o espaçamento das vacinas aumentem o período em que as crianças ficam vulneráveis a determinadas doenças.

Nesse contexto, eles ressaltam que especialistas desenvolveram os calendários de vacinação ao longo de décadas de estudos e evidências científicas. Por isso, mudanças na forma e no intervalo de aplicação dos imunizantes podem gerar preocupações entre profissionais da área.

O senador republicano e médico Bill Cassidy também criticou a ordem executiva e afirmou que a medida pode reduzir a proteção das crianças.

“Esta ordem executiva está errada. O presidente não tem a experiência necessária para fazer essas mudanças. As vacinas são extremamente seguras, eficazes e NÃO causam autismo”, declarou Cassidy em uma publicação nas redes sociais.

Além disso, o senador afirmou que dividir as vacinas poderá fazer com que as crianças precisem de mais doses para alcançar o mesmo nível de proteção. Segundo Cassidy, a mudança também pode aumentar a hesitação vacinal e, consequentemente, deixar as crianças mais expostas a doenças.

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