O presidente Donald Trump se encontrou com o presidente chinês Xi Jinping nesta quarta-feira (13), em Pequim, em meio ao agravamento da guerra no Irã e das disputas comerciais entre Estados Unidos e China.
A reunião ocorre em um cenário de tensão econômica e geopolítica. Desde o início do segundo mandato, Trump ampliou tarifas contra produtos chineses, enquanto Pequim respondeu com restrições à exportação de minerais estratégicos, conhecidos como terras raras, essenciais para os setores tecnológico e militar.
Primeiramente, analistas apontam que o conflito no Oriente Médio enfraqueceu a posição do presidente norte-americano nas negociações. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que Trump chega à China pressionado pelos impactos da guerra envolvendo o Irã, aliado econômico importante de Pequim por conta do petróleo.
Além disso, outro tema central do encontro deve ser Taiwan. O governo chinês voltou a criticar o apoio militar dos EUA à ilha, considerada por Pequim parte do território chinês. A venda de armas norte-americanas para Taiwan deve entrar na pauta das conversas entre os líderes.
As terras raras também ganharam destaque nas discussões. A China domina a produção mundial desses minerais, fundamentais para a indústria bélica e tecnológica. Especialistas avaliam que Pequim possui vantagem estratégica nesse setor e pode ampliar restrições comerciais contra empresas ligadas aos EUA.
Por fim, analistas destacam que o Brasil pode se beneficiar da disputa entre as duas potências. O país possui uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo e pode ampliar exportações e negociações comerciais diante da disputa entre Washington e Pequim.
