A variante Delta da Covid-19 se tornou predominante no Amazonas, e corresponde a cerca de 89% dos casos da doença no estado, de acordo com estudo do Instituto Leônidas Maria Deane – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Amazônia).
Nesta quarta-feira (27), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) emitiram um comunidade de risco aos municípios sobre a predominância da variante. O estudo da Fiocruz Amazônia foi publicado nessa terça-feira (26).
O comunicado informa que, a partir de novos resultados de exames de RT-PCR, amostras foram submetidas ao sequenciamento pela Fiocruz Amazônia, resultando em 173 novas amostras confirmadas para a Delta, e 2 amostras confirmadas para a Variante de Interesse (VOI) Mu.
No total, segundo o documento, foram detectados 197 casos de Delta e 4 casos da Mu no Amazonas, demonstrando maior frequência da variante Delta (89%), sobretudo em Manaus.
No último alerta emitido, no dia 28 de setembro deste ano, a Fiocruz Amazônia indicava o total de 24 casos de Delta no estado.
Diante do novo cenário, o documento do governo orienta para recomendações a serem seguidas pela rede pública de saúde, dentre os quais o fortalecimento da vigilância ativa e intensificação da vacinação.
Distribuição das variantes nas cidades
A partir dos novos resultados, a distribuição dos casos da variante Delta no Amazonas é a seguinte: Manaus (176), Parintins (13), Maués (3), Manacapuru (2), Fonte Boa (1), Itacoatiara (1) e São Paulo de Olivença (1).
Com relação à Variante de Interesse (VOI) Mu, esta foi primeiramente encontrada na cidade de Tabatinga (a 1.108 quilômetros da capital), em agosto de 2021. Foram três casos confirmados em Tabatinga, em agosto, e um em Manaus, em setembro.
Período investigado
Segundo a Fiocruz Amazônia, o estudo analisa os genomas das amostras coletadas no período de julho a outubro de 2021.
Conforme o estudo, realizado pelo coordenador da Vigilância Genômica do laboratório de referência da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a frequência da variante Delta aumentou progressivamente no período estudado, saindo de 1% dos casos em julho, saltando para 6% em agosto, 40% em setembro e chegando a 89% dos casos na primeira quinzena de outubro.
“Os números mostram um claro aumento da frequência de Delta no Amazonas, que passou a ser dominante, substituindo a linhagem Gama (P1), em aproximadamente dois meses desde a sua primeira detecção no estado, na data de 21 de julho”, destaca o pesquisador.
Apesar disso, conforme observado por Naveca, a substituição da variante Gama pela Delta não foi acompanhada de aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados no Amazonas.
