Um professor de luta assassinou o próprio amigo, Emanoel de Jesus Santos Jr, e o segurança Bruno França, devido a dívidas envolvendo estelionato. O crime aconteceu no dia 1 deste mês, mas a polícia só conseguiu encontrar os restos mortais na última sexta-feira (27), em Iranduba, região metropolitana de Manaus.
Nesta segunda-feira (30), a Polícia Civil divulgou mais detalhes durante a coletiva de imprensa. Segundo a PC, Felipe Oder Carlos Bezerra, 30, e Keronlayne Duarte Vasconcelos, 30, formavam um grupo de estelionato voltado à falsificação de certificados.
Bruno e Emanoel estavam cobrando dívidas relacionadas a serviços prestados para Felipe, que atuava como chefe de segurança num sítio alugado. O professor de artes marciais decidiu, então, utilizar Keronlayne para atrair as vítimas até o local, pois a mesma também possuía uma dívida com Bruno.
Assim que Bruno e Emanoel chegaram ao sítio, houve um desentendimento entre o rapaz e Felipe, que logo passou para a troca de agressões. Contudo, em determinado momento o professor de artes marciais conseguiu se devencilhar do segurança e o assassinou com duas facadas.
Inconformado com a morte do rapaz, Emanoel tentou intervir e também sofreu dois golpes fatais. Após o assassinato, Felipe passou um dia inteiro incinerando os corpos das vítimas. Em seguida, o assassino pôs as ossadas num saco de lixo e se desfez dos restos mortais.
Frio e calculista
Os policiais conseguiram capturar o casal na última sexta-feira (27), enquanto Felipe e Keronlayne se preparavam para uma fuga, na comunidade Ariaú, na AM-070. Com o casal a polícia apreendeu uma arma de fogo com 6 cartuchos e duas facas utilizadas no duplo homicídio.
De acordo com o delegado Raul Neto, Felipe é considerado uma pessoa fria e calculista. Por ter formação em primeiros socorros, o assassino acreditou que sairia impune ao se desfazer da prova material do crime. Entretanto, peritos encontraram fragmentos ósseis e os submeteram à radiografia que posteriormente irão passar por exame de DNA.
Má companhia
De acordo com a mãe de Emanoel, Felipe chegou a alugar um galpão para dar aulas de artes marciais para jovens e assim a vítima conheceu o assassino, há 2 anos atrás. Apesar desta relação gerar uma amizade entre o vigilante e o professor, o irmão mais novo de Emanoel e outros rapazes não gostaram de Felipe e por isto se afastaram.
“Meu filho só vivia na casa de Felipe. Cheguei até a questionar quem era este homem, pois ele sempre oferecia trabalhos ao meu filho e só soube da dívida após a sua morte. Acho que, na cabeça do meu filho, jamais passaria a ideia de que Felipe iria matá-lo. A namorada do meu filho, inclusive, o alertou, mas Emanoel dizia que ela estava ‘doida’ e que Felipe jamais iria machucá-lo, pois era seu amigo.“, lamentou.