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21 de fevereiro de 2026
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Venezuela não será colônia dos EUA, afirma vice-presidente Delcy Rodríguez

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um forte pronunciamento na noite deste sábado (3). Ela exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, após sua captura na capital, Caracas. Em uma fala veemente, Delcy afirmou que a Venezuela não voltará a ser uma colônia. Desse modo, o país resistirá à investida do governo dos EUA, que, segundo ela, tenta controlar os recursos naturais do país sob falsos pretextos.

“Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos. Jamais seremos colônia de qualquer império”, declarou Delcy, em cadeia nacional de rádio e TV.

A fala aconteceu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a captura de Maduro e anunciar que Washington assumirá o controle da Venezuela até uma “transição segura”. Trump também informou que empresas norte-americanas explorariam o petróleo venezuelano. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, e o controle dessas riquezas é um ponto central da disputa geopolítica.

Rodríguez também revelou que “sequestraram” Maduro por volta de 1h58 da madrugada deste sábado. Assim, ela destacou que a ação dos EUA representa uma tentativa de controle dos recursos naturais da Venezuela, em um movimento similar a outras intervenções dos EUA na América Latina. A vice-presidente ativou todos os órgãos do Estado venezuelano para proteger a soberania e a integridade territorial do país.

“Todo o poder nacional da Venezuela foi acionado. Temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência nacional, nossa soberania e nossa integridade territorial, que foram brutalmente atacadas nas primeiras horas desta manhã”, afirmou a mandatária.

Soberania nacional

Delcy Rodríguez convocou todos os poderes e organizações venezuelanas a manterem a calma e a se unirem na defesa da soberania nacional. Portanto, a vice-presidente destacou a solidariedade de vários países ao redor do mundo e alertou para a possibilidade de outros países replicarem o uso da força.

“O que fizeram com a Venezuela hoje podem fazer com qualquer um. Esse uso brutal da força para quebrar a vontade do povo pode ser feito com qualquer país”, comentou.

A intervenção dos EUA na Venezuela marca um novo episódio de uma longa história de intervenções americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o presidente Manuel Noriega, acusando-o de envolvimento com o narcotráfico.

Por fim, especialistas questionam a existência desse suposto “cartel de Los Soles”. Eles afirmam que a operação tem um forte componente geopolítico, visando afastar a Venezuela de seus aliados globais, como China e Rússia, e garantir maior controle sobre o petróleo venezuelano.

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