Um vídeo gravado por um morador registrou o momento em que um funcionário de manutenção morreu a facadas na manhã desta quarta-feira (24). O homicídio aconteceu no Residencial Conjunto Tocantins, localizado na Avenida Constantino Nery, bairro Chapada, zona centro-sul de Manaus.
A vítima se chama Rafael Souza Santos, que trabalhava há cerca de dois anos na equipe de manutenção do condomínio. Segundo informações da polícia, ele levou duas facadas após uma discussão com Eduardo Henrique Nobre Klem, de 54 anos.
As imagens, que deverão integrar o inquérito policial, mostram parte da ação criminosa ocorrida por volta das 9h30 no Bloco 14C do residencial. Após o ataque, o suspeito fugiu do local e se embrenhou em uma área de mata nas proximidades.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atenderam a ocorrência e ainda reanimaram Rafael, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Moradores do condomínio relataram que Rafael era bastante conhecido e querido pelos residentes, sendo lembrado pela dedicação ao trabalho e pelo bom relacionamento com os vizinhos.
Já o suspeito, segundo testemunhas, era frequentemente apontado como uma pessoa de comportamento agressivo e envolvida em diversos conflitos dentro do residencial.
De acordo com relatos de moradores e da administração do condomínio, Eduardo costumava criar dificuldades para a circulação de funcionários e moradores no bloco onde residia. Além disso, ele protagonizava discussões recorrentes acompanhadas de ameaças.
A síndica e moradores informaram que há mais de 30 boletins de ocorrência registrados contra o suspeito ao longo dos últimos anos.
Polícia realiza buscas
Familiares e o próprio suspeito já haviam alegado anteriormente que ele sofria de transtornos mentais, informação que deverá ser considerada durante as investigações.
Após cometer o crime, Eduardo Henrique Nobre Klem fugiu para uma área de vegetação próxima ao condomínio. Até o momento, as autoridades não o localizaram, mas seguem as buscas na região para capturar o suspeito, que está foragido.
A Polícia Civil deverá ouvir testemunhas, analisar as imagens gravadas por moradores e apurar as circunstâncias que levaram ao homicídio.
