O governador do Amazonas, Wilson Lima, tem atraído atenções recentes por suas declarações sobre a linguagem neutra, tema que ganhou destaque em um evento do Governo do Amazonas nesta terça-feira (18).
Lima anunciou a abertura de uma sindicância para investigar o uso de pronomes neutros em comunicações oficiais, afirmando que a medida não representa os valores e as diretrizes de seu governo. A postura do governador, no entanto, gerou questionamentos sobre as prioridades de sua gestão, especialmente diante dos problemas estruturais que o estado enfrenta.
Enquanto o governo do Amazonas se ocupa da questão da linguagem neutra, o estado enfrenta sérios desafios em áreas como saúde, segurança pública e infraestrutura. O sistema de saúde, por exemplo, continua a ser alvo de críticas devido à superlotação de hospitais e à falta de recursos e profissionais. A escassez de leitos e equipamentos tem levado pacientes a enfrentarem longos períodos de espera para atendimento, o que tem gerado um desgaste crescente no atendimento à população.
A saúde em crise
Recentemente, o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, em Manaus, sofreu críticas devido a falta de condições adequadas para atender à demanda crescente de pacientes. O episódio ocorreu em meio a surtos de doenças como a malária e dengue.
Apesar dos esforços de profissionais de saúde, o cenário de superlotação e a falta de materiais essenciais ainda são uma realidade constante. Em julho deste ano, uma jovem advogada denunciou a situação da Fundação Centro de Controle Oncológico do Amazonas (FCECON). Na ocasião, levar sua mãe para marcar um risco cirúrgico — etapa essencial para o tratamento de um câncer — Camila se deparou com uma situação inaceitável: faltava papel na impressora.
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Incêndio em Manaus
Outro episódio que ilustra a falta de foco do governo foi o incêndio que atingiu a capital, Manaus, recentemente. Bombeiros que atuavam no combate às chamas passaram horas sem o apoio adequado, sendo forçados a pedir ajuda à população. A situação expôs a carência de recursos e a falha na coordenação dos órgãos responsáveis pela segurança pública.
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Greve do transporte Público
Outra situação recente foi a paralisação do tranporte coletivo devido ao atraso nos salários dos trabalhadores, causado pela falta de repasses do Governo do Amazonas ao programa Passe Livre Estudantil. Desde janeiro, a prefeitura arcou sozinha com os custos, enquanto o estado permanecia inerte. Na época, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, esclareceu: o Governo do Amazonas não repassou os recursos do Passe Livre Estudantil.
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Distração ou falta de foco?
Embora um setor restrito da sociedade dê importância ao tema, o momento parece inoportuno diante da série de crises que afligem o estado. Assim, enquanto o governo se concentra em temas periféricos, a população continua a enfrentar a falta de serviços básicos e a degradação de sistemas essenciais.
