23 de setembro de 2026
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Xuxa quer demissão de Sikêra Jr e cassação como jornalista

Xuxa Meneghel quer a demissão do jornalista Sikêra Jr. da RedeTV!. A “rainha dos baixinhos” acionou seus advogados contra o apresentador após ser chamada de pedófila e acusada de fazer apologia às drogas. Na ação, a artista pede também a cassação do seu título de jornalista e uma indenização de R$ 500 mil, valor que ela pretende doar a instituições de caridade. O processo sustenta a tese de que Sikêra Jr. comete crimes diariamente ao vivo em seu programa com comentários homofóbicos, preconceituosos, acusações sem provas, comemoração de mortes de pessoas e incitação à zoofilia.

A ORIGEM DAS DISCÓRDIAS
Os desentendimentos entre a artista e o apresentador começaram quando Xuxa se revoltou com Sikêra por ele ter exibido em seu programa um vídeo de um homem estuprando uma égua.

– Parece que ele quer ser bastante popular e caricato, uma mistura de palhaço e repórter com uma postura bem forçada, desengonçada e tosca. Na imagem que eu vi ele estava rindo, debochando de um crime, zoofilia. Ao invés do apresentador dizer o quanto isso é errado, ele pede para alguém da sua equipe usar uma máscara de bicho e outra pessoa fazer a cena de estupro – descreveu ela.

Sikêra rebateu as críticas, classificando-a como pedófila em referência ao filme Amor Estranho Amor, em 1982. Na produção, Xuxa, que tinha 18 anos, interpretou a personagem Tamara, uma prostituta que se envolve com um garoto de 12 anos, interpretado por Marcelo Ribeiro. A artista chegou a entrar na Justiça para tirar de circulação as cópias do produção, mas hoje, ela pede para que as pessoas assistam ao filme.

– Há 40 anos, fiz um filme onde interpretei uma menina de 15 anos que foi vendida a um prostíbulo para ser dada de presente a um político. Uma ficção, que retrata o que se passa até hoje na vida de muitas meninas e meninos, não na minha. Muitas crianças, assim como minha personagem, são vendidas e exploradas sexualmente por pessoas que acham que tudo é permitido a seu bel prazer.

APOLOGIA ÀS DROGAS
O jornalista também acusou Xuxa de apologia às drogas, em referência a uma fala da artista sobre sua mãe, Alda Meneghel (1937-2018), ter feito uso de maconha medicinal para amenizar as dores ocasionadas por sua doença degenerativa. Sikêra afirmou ainda que Xuxa incentiva a “safadeza, putaria e suruba” por ter lançado recentemente o livro Maya, o Bebê Arco-Íris, que conta a história de uma garotinha filha de um casal de lésbicas.

– Cuidado com teu filho, cuidado com tua filha. A mesma que fez um filme nua com uma criança de 12 anos. Ex-rainha, eu quero dizer para você que pedofilia é crime e não prescreve – disse o apresentador em seu programa no dia 23 de outubro.

Em resposta, Xuxa Meneghel afirmou que pedofilia e zoofilia são crimes, e que ele errou ao dizer que ela havia praticado o primeiro em vez e distinguir ficção e realidade. A apresentadora da Record acionou então à Justiça, dizendo que os comentários de Sikera “não se tratam de liberdade de expressão, mas de abuso de direito”.

O PROCESSO
A ação foi protocolada na Vara Cível do Foro Regional de Santo Amaro, em São Paulo. Os advogados de Xuxa pedem a demissão do jornalista ou extinção do programa, sob a pena de multa diária de R$ 20 mil para cada episódio veiculado. Solicitam também a suspensão imediata de seu título de jornalista por violação do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, e indenização de R$ 500 mil. Segundo eles, o valor será revertido para a Associação Lar Acolhedor Tia Socorro, de Belém (PA) e para o Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio, de Manaus (AM).

– O conteúdo exibido e prolatado pelo requerido é calunioso e está causando danos à imagem da autora [Xuxa], com repercussão negativa nas redes sociais, inclusive prejudicando seus negócios, que são relacionados à sua imagem, atingindo sua honra e dignidade – consta na ação.

Os advogados pedem celeridade no processo, sob a alegação de que Sikêra oferece riscos à sociedade. Desejam ainda que sua sentença seja divulgada nos veículos de comunicação nacionais, que o Ministério Público apure os supostos crimes ocorridos no programa, e que todas as pessoas agredidas verbalmente sejam ouvidas por ele em juízo.

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