A sessão desta segunda-feira (23) na Câmara Municipal de Manaus foi marcada por um embate entre os vereadores Zé Ricardo e Marcelo Serafim, que expuseram visões diferentes sobre o papel do Legislativo municipal.
Inicialmente, Marcelo Serafim defendeu a importância de ampliar o debate sobre as demandas dos farmacêuticos em nível nacional. O parlamentar afirmou que pretende buscar articulação com deputados e outras lideranças fora do estado, além de solicitar ao presidente da Casa, David Reis, espaço institucional para aprofundar a discussão.
Na sequência, Zé Ricardo reconheceu a relevância desse tipo de articulação, mas ponderou que ela não pode se sobrepor à principal função da Câmara: fiscalizar a Prefeitura de Manaus. Segundo ele, há uma inversão de prioridades quando vereadores concentram esforços em agendas externas enquanto deixam de cobrar diretamente o Executivo municipal.
“É importante dialogar com outras esferas, mas é aqui que precisamos agir e dar respostas à população”, afirmou.
A divergência de posicionamentos elevou o tom da sessão. Marcelo Serafim reagiu às críticas e acusou Zé Ricardo de desconsiderar iniciativas de outros parlamentares, afirmando que nem todos se limitam a apontar problemas, mas também buscam soluções por meio de articulações mais amplas.
O debate ganhou repercussão entre outros vereadores presentes, evidenciando o contraste entre duas linhas de atuação: de um lado, a defesa de maior protagonismo local na fiscalização; de outro, a aposta em articulações externas como estratégia para avançar pautas específicas.
A discussão ocorreu diante de profissionais da saúde que acompanhavam a sessão, reforçando a pressão por respostas concretas e evidenciando os diferentes caminhos propostos dentro da Casa para atender às demandas da categoria.
