Pelo menos 33 pessoas ficaram feridas após a Rússia lançar bombas planadoras contra um bairro residencial em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia. O ataque ocorreu nesta quinta-feira (24), e autoridades locais confirmaram que crianças estão entre os feridos, incluindo um bebê de apenas 28 dias.
O governador regional, Oleh Syniehubov, informou que o bombardeio danificou um prédio de apartamentos, um estabelecimento comercial e diversos carros estacionados. Segundo ele, duas bombas foram lançadas contra um distrito ao norte da cidade, causando destruição em larga escala.
Moradores relataram momentos de pânico. Muitos fugiram às pressas carregando crianças pequenas, enquanto uma espessa fumaça preta cobria o céu. As chamas consumiram veículos próximos, e o cenário lembrava uma zona de guerra ativa — embora o ataque tenha ocorrido longe da linha de frente.
Rússia intensifica ofensiva aérea
Apesar de negar que tenha como alvo civis, a Rússia tem ampliado seus ataques contra cidades ucranianas desde a interrupção das negociações de paz, no início do ano. Kharkiv, localizada próxima à fronteira russa, voltou a ser alvo recorrente de ofensivas aéreas, mesmo após a retirada das tropas do Kremlin em 2022.
As chamadas bombas planadoras são armamentos guiados com alto poder destrutivo. Desse modo, o exército russo as utliza com frequência em áreas próximas ao campo de batalha, justamente por seu alcance e capacidade de destruição.
Neste caso, promotores regionais apontaram que o ataque ocorreu de uma distância de quase 100 quilômetros.
Consequências para os civis
A escalada da violência aumenta o sofrimento da população civil, especialmente em zonas urbanas densamente povoadas. Ataques como o de Kharkiv reforçam a urgência de uma solução diplomática para o conflito, que segue sem previsão de encerramento.
Além disso, a repetição desses ataques ameaça a infraestrutura urbana e coloca em risco milhares de vidas, dia após dia.