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10 de julho de 2026
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Aziz: ‘Na minha terra, tucunaré é o cara que morre pela boca’

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouve nesta quinta-feira (12) o deputado Ricardo Barros (PP-PR). O parlamentar, que é líder do governo na Câmara, é acusado de atuar em um suposto esquema de corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19.

Primeiro, Barros iria comparecer à CPI por meio de uma convocação, mas na quarta-feira (11) o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), transformou a convocação em convite. Barros selou o compromisso de falar a verdade durante seu depoimento ao colegiado. No entanto, foi repreendido por Aziz, que afirmou não estar interessado na opinião de Barros sobre a comissão e disse que, no Amazonas, “tucunaré é o cara que morre pela boca”.

Barros havia dito que a CPI tentava “criar versões”, ao dizer que Luis Miranda não afirmou, em nenhuma das entrevistas à Comissão ou à Polícia Federal que, ele [Barros] estivesse envolvido no caso da Covaxin. Segundo o parlamentar, tampouco o presidente Jair Bolsonaro mencionou seu envolvimento. Tal afirmação desencadeou um bate-boca na sessão.

– O senhor responda as perguntas. Os seus comentários da CPI, você fale da porta para fora. No meu estado [Amazonas], caboclo é sábio. E o cara que morre pela boca é tucunaré. Devagar com o andor que o santo é de barro. Não dê uma de tucunaré aqui. Não criamos versões aqui; são fatos – rebateu Aziz.

– O deputado disse para todos aqui que a pessoa a quem se referia é vossa excelência. Se eu fosse líder do presidente na Câmara, eu não pediria não, eu exigiria que o presidente se retratasse para todo o Brasil na live semanal que ele não tivesse dito o seu nome. Não precisava da sua presença aqui, bastava o presidente desmentir – acrescentou Aziz.

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