O Amazonas movimentou US$ 1,55 bilhão em sua corrente de comércio no mês de março de 2026, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). Do total, US$ 131,39 milhões correspondem às exportações, enquanto US$ 1,42 bilhão referem-se às importações.
Os números reforçam o perfil econômico do estado, fortemente dependente da importação de insumos industriais que abastecem o Polo Industrial de Manaus (PIM). De acordo com a Sedecti, essa dinâmica garante o funcionamento da cadeia produtiva e contribui para a geração de empregos.
Entre os destinos das exportações, a Alemanha liderou no período, com destaque para o envio de ouro, responsável pela maior parte da pauta. A Argentina também aparece como parceira relevante, principalmente na compra de motocicletas produzidas no estado.
No campo das importações, os bens intermediários seguem como principais itens adquiridos, evidenciando a dependência de componentes para a indústria local. China e Coreia do Sul se destacam como principais fornecedores, especialmente de produtos ligados ao setor eletrônico.
A série histórica mostra crescimento consistente das importações a partir de 2021, alcançando patamares elevados nos anos seguintes. Somente em 2026, até março, o volume já soma US$ 4,27 bilhões.
No interior, municípios como Presidente Figueiredo e Manacapuru se destacaram nas exportações, enquanto Itacoatiara e Silves registraram volumes relevantes nas importações.
A balança comercial do Amazonas é monitorada mensalmente pela Sedecti, permitindo acompanhar o desempenho econômico do estado e suas conexões com o mercado internacional.
