O Carrefour anunciou nesta quarta-feira (9), por meio de nota, que está avançando nas negociações do caso João Alberto. Segundo a rede de supermercados, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) está sendo tratado junto às autoridades públicas e associações civis, para evitar ações referentes à morte do homem.
De acordo com o G1, o Ministério Público (MP) afirma que o acordo ainda não foi assinado, mas envolve o pagamento de R$ 120 milhões “ao longo dos próximos anos”.
RELEMBRE O CASO
Em novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas se desentendeu com uma caixa do mercado em que fazia compras com a esposa, em Porto Alegre, RS. Ao ser encaminhado até a porta do local pelos seguranças do estabelecimento, João Alberto disparou um soco contra Giovane Gaspar da Silva; em seguida, este e o restante da equipe de segurança começaram a agredi-lo. A briga acabou com a morte de João.
O caso culminou na prisão dos seguranças Giovane Gaspar, agredido pelo homem, e Magno Braz Borges, além da denúncia contra Adriana Alves Dutra, fiscal do Carrefour; Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, funcionários do mercado; e Paulo Francisco da Silva, funcionário da empresa terceirizada de segurança que prestava serviços ao estabelecimento. Na época, o Carrefour foi acusado de racismo.
Em maio de 2021, a empresa inseriu uma cláusula antirracismo no contrato com fornecedores e prestadores de serviço, além de encerrar a terceirização da segurança de seus estabelecimentos.
No fim do mesmo mês, a viúva de João Alberto, Milena Borges Alves, aceitou a proposta de indenização da empresa. Segundo o advogado da mulher, o valor supera R$ 1 milhão. Também foram pagas indenizações ao pai, aos filhos e à enteada da vítima, totalizando nove pagamentos.
