Um dos casos criminais mais perturbadores já registrados no interior do Ceará voltou a chamar atenção anos depois dos assassinatos cometidos em Iguatu. As investigações revelaram que os criminosos acreditavam que poderiam obter os números premiados da Mega-Sena por meio de rituais macabros envolvendo execuções.
Os crimes começaram a ser desvendados após o desaparecimento do estudante Jheyderson de Oliveira Xavier, encontrado morto em uma cova na zona rural do município. Segundo a Polícia Civil, as vítimas eram atraídas para um sítio, onde eram amarradas e executadas com tiros na cabeça durante supostos rituais de magia negra.
De acordo com as investigações, os suspeitos Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva acreditavam que os assassinatos poderiam revelar os números vencedores da loteria. No local, a polícia encontrou velas, cruzes e outros objetos utilizados nos rituais. As autoridades classificaram o caso como uma sequência de homicídios praticados por “serial killers psicopatas”.
Além disso, a investigação apontou que ao menos quatro pessoas foram mortas entre 2017 e 2018. As vítimas eram escolhidas, principalmente, por apresentarem fragilidade emocional ou vulnerabilidade social, segundo o delegado responsável pelo caso.
Anos depois dos crimes, o caso voltou aos tribunais. Em 2021, os acusados foram condenados pelo Tribunal do Júri de Iguatu pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Gleudson Dantas Barros recebeu pena superior a 21 anos de prisão, enquanto Roberto Alves da Silva foi condenado a mais de 18 anos de reclusão.
Posteriormente, novas condenações relacionadas a outras vítimas do grupo também foram registradas pela Justiça cearense, reforçando a gravidade do caso que chocou o país pela crueldade dos assassinatos e pela motivação incomum apresentada pelos criminosos.

