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Idoso mata jovem a tiros após não aceitar fim de relacionamento em São Paulo

Segundo amiga que presenciou o crime, pecuarista não aceitava o fim dos encontros casuais e o novo relacionamento da jovem; testemunha relata agressões e ameaças anteriores ao assassinato.

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A inconformidade com o fim dos encontros casuais e o ciúme do novo relacionamento de Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, são apontados como possíveis motivações do assassinato da jovem pelo pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, em Rifaina, no interior de São Paulo. Segundo Pollyanna Botelho, amiga que presenciou o crime, o homem não aceitava que Priscila encerrasse o vínculo entre os dois e tentasse seguir a vida com outra pessoa.

Em entrevista ao g1, Pollyanna contou que Priscila nunca teve um relacionamento sério com Bolelli. Os dois mantinham encontros casuais, mas, segundo a testemunha, o pecuarista demonstrava comportamento controlador e possessivo.

A jovem, natural de Perdizes, no Alto Paranaíba, tentava interromper os encontros havia meses. A situação teria se intensificado depois que ela começou a namorar Samuel Ramos, de 26 anos.

“Ele queria ter posse dela. Ele queria ter ela só pra ele e não aceitava de forma nenhuma que ela interrompesse qualquer vínculo que existia”, relatou a amiga.

Pressão psicológica e chantagens antes do crime

De acordo com Pollyanna, Bolelli recorria à pressão psicológica e a chantagens emocionais para convencer Priscila a continuar encontrando com ele. O pecuarista dizia estar doente e afirmava que precisava da presença da jovem.

Segundo a testemunha, ele pedia que Priscila fosse até Rifaina para cuidar dele e prometia oferecer o que ela quisesse. A amiga afirmou que a jovem acabava cedendo algumas vezes por medo das ameaças e da pressão emocional.

Ainda conforme o relato, desde que começou o relacionamento com Samuel, Priscila já não queria manter qualquer envolvimento com o pecuarista.

Ameaça e agressão

Em 23 de outubro, quatro dias antes do assassinato, Priscila contou à amiga que havia sido agredida por Bolelli. Pollyanna afirmou que viu marcas das lesões no corpo da jovem.

A testemunha também relatou à polícia que o pecuarista teria ameaçado dar um tiro na cabeça de Priscila e contratado pessoas para monitorar os passos dela. Segundo o depoimento, ele desconfiava que a jovem estivesse se relacionando com outra pessoa e não queria que ela voltasse para Perdizes.

Na ocasião, Priscila conseguiu retornar a Minas Gerais. No entanto, Bolelli teria entregado a caminhonete dele à jovem e exigido que ela voltasse a Rifaina. Caso não retornasse, teria ameaçado atirar na cabeça dela.

Pecuarista insistiu para que Priscila fosse devolver veículo

Na terça-feira (27), Priscila foi até Rifaina para devolver a caminhonete. Por estar apreensiva com a situação, viajou acompanhada do irmão, Geovane Santana, e da amiga Pollyanna.

Antes do encontro, a jovem teve dificuldade para localizar o endereço indicado por Bolelli. Pollyanna sugeriu que deixassem o veículo na cidade e que o pecuarista fosse buscá-lo, mas ele insistiu que Priscila comparecesse pessoalmente.

Segundo a amiga, Bolelli alegou que estava a pé e não tinha outro automóvel para buscar a caminhonete. Diante da insistência e do histórico de ameaças e pressão psicológica, Priscila acabou indo até o local combinado.

Executada às margens da rodovia

O encontro aconteceu às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), próximo a uma propriedade rural, conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar.

No local, Priscila e Bolelli começaram a conversar, mas discutiram por causa de um celular que o pecuarista teria dado à jovem.

Durante o desentendimento, o homem sacou uma arma e atirou contra Priscila. Em seguida, fugiu na caminhonete que ela havia levado para devolver.

O assassinato foi presenciado pelo irmão e pela amiga da vítima. Priscila chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Prisão preventiva

Na quarta-feira (28), a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de João Roberto Bolelli. Até a última atualização das informações, ele não havia sido localizado e era considerado foragido.

O caso é investigado como feminicídio. A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado pela inconformidade do suspeito com o fim dos encontros e pelo fato de Priscila ter iniciado um novo relacionamento.

Ao g1 Ribeirão Preto e Franca, a defesa do pecuarista informou que analisava o caso e ainda não havia conseguido contato com ele.

Jovem planejava vida nova

Priscila namorava Samuel Ramos desde junho e os dois moravam juntos havia cerca de um mês em Perdizes. Segundo o namorado, ela já havia encerrado os encontros casuais com Bolelli antes de iniciar o relacionamento.

A jovem estudava marketing digital e fotografia de forma remota e planejava comprar uma casa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para morar com Samuel.

O namorado também afirmou que Bolelli não aceitava o novo relacionamento e teria contratado um detetive para seguir Priscila.

 

 

 

 

 

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