A Copa do Mundo de 2026 já começou e, com ela, retornam as emoções que acompanham cada partida da Seleção Brasileira. Ansiedade, tensão, euforia e frustração fazem parte da rotina dos torcedores, mas essas reações não ficam apenas no campo emocional: elas também afetam diretamente o organismo.
Segundo o cardiologista Maurício Macias, da Hapvida, as emoções intensas vividas durante os jogos provocam alterações fisiológicas reais. A liberação de adrenalina e outras substâncias aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e pode até desencadear arritmias.
“É por isso que muitas pessoas sentem o coração disparar em cobranças de pênalti ou lances decisivos. O organismo entra em estado de alerta máximo”, explica o especialista.
De acordo com o médico, o sistema nervoso simpático é ativado em situações de forte impacto emocional, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente. Em pessoas saudáveis, o efeito costuma ser passageiro. Porém, para quem já possui hipertensão, doenças cardíacas ou histórico de arritmias, o risco pode ser maior.
Outro alerta envolve hábitos comuns durante as transmissões dos jogos. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, energéticos e alimentos gordurosos pode aumentar ainda mais a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular.
Para os torcedores com problemas cardíacos, a recomendação é manter a medicação em dia, evitar excessos, permanecer hidratado e optar por refeições mais leves durante as partidas.
Além disso, sintomas como dor no peito, falta de ar, suor frio, tontura, desmaios e mal-estar intenso exigem atendimento médico imediato.
“A emoção faz parte da experiência de torcer. O importante é aproveitar esse momento com responsabilidade para não colocar a saúde em risco”, conclui Maurício Macias.
