21 de maio de 2026
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CPMI do INSS pede indiciamento de 220 pessoas e sessão termina em troca de ofensas

Agência Brasil

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL) apresentou, nesta sexta-feira (27), o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O documento, com cerca de 4,4 mil páginas, solicita o indiciamento de aproximadamente 220 pessoas por suspeitas de envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Entre os citados está Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de parlamentares, ex-ministros e dirigentes públicos. Segundo a investigação, associações e sindicatos teriam realizado cobranças sem autorização dos beneficiários, causando prejuízos bilionários.

De acordo com apurações da Polícia Federal, mensagens interceptadas indicam conexões entre a empresária Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema. Os investigadores identificaram transferências financeiras que levantam suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Motivação política

Apesar disso, há divergências. Setores críticos avaliam que a inclusão de Lulinha no relatório pode ter motivação política e apontam fragilidade nas evidências diretas relacionadas às fraudes previdenciárias.

O parecer também atinge nomes do setor público e privado, como o ministro da Previdência, Carlos Lupi, e o ex-ministro José Carlos Oliveira, além de parlamentares e empresários.

A apresentação do relatório ocorreu em meio a um clima de forte tensão. Durante a sessão, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) insultou o relator, que reagiu com ofensas. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o episódio seguirá ao Conselho de Ética.

Paralelamente, a base governista anunciou a apresentação de um relatório alternativo, com cerca de 170 indiciamentos, atribuindo a origem do esquema ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O desfecho da CPMI ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou a prorrogação dos trabalhos. Agora, o colegiado tem até este sábado (28) para votar o relatório. Caso aprovado, o documento será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, responsável por decidir sobre possíveis denúncias formais.

 

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