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22 de agosto de 2026
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Dia D da Multivacinação mobiliza famílias neste sábado em todo o Brasil

Dia D da Multivacinação mobiliza crianças e adolescentes menores de 15 anos para atualizar a caderneta e ampliar a proteção contra doenças.

Crianças e adolescentes menores de 15 anos devem comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS) ou a qualquer ponto de vacinação neste sábado (22). Além disso, a mobilização faz parte do Dia D da Campanha de Multivacinação, que busca atualizar a caderneta vacinal e ampliar a proteção contra diversas doenças.

Para participar, os responsáveis devem levar a caderneta de vacinação. Dessa forma, os profissionais de saúde poderão verificar as doses já recebidas e identificar possíveis vacinas em atraso.

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou as famílias para participarem da campanha. Segundo ele, a mobilização é importante para recuperar as coberturas vacinais no país.

“O Brasil tem unido forças para recuperar as coberturas vacinais do calendário infantil”, afirmou o ministro.

Vacina pneumocócica 20-valente amplia proteção

Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como pneumo 20. Com isso, o imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites.

A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos. Por isso, os responsáveis devem conferir a caderneta e procurar um ponto de vacinação quando houver indicação de dose.

Quais vacinas estarão disponíveis?

Durante o Dia D, diferentes imunizantes poderão ser aplicados. No entanto, a vacinação dependerá da faixa etária, do histórico vacinal e da indicação para cada pessoa.

Entre as vacinas que poderão estar disponíveis estão:

  • BCG;
  • hepatite B;
  • pentavalente (DTP/Hib/HB);
  • poliomielite (VIP);
  • rotavírus humano;
  • pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • meningocócica C;
  • influenza;
  • covid-19;
  • febre amarela;
  • meningocócica ACWY;
  • tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • varicela;
  • DTP;
  • hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • dengue tetravalente.

Assim, a recomendação é levar a caderneta ao posto de vacinação. Dessa maneira, a equipe de saúde poderá avaliar quais doses precisam ser aplicadas ou atualizadas.

Vacinação contra o sarampo continua em São Paulo

Enquanto isso, o Ministério da Saúde mantém a estratégia de vacinação indiscriminada contra o sarampo em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista.

A decisão ocorre diante do aumento de casos de sarampo na Região das Américas e do registro de casos importados no Brasil. Nesse contexto, a estratégia contempla pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios definidos pelo Ministério da Saúde.

Segundo Alexandre Padilha, o Brasil tem registrado casos da doença provenientes de outros países. Por esse motivo, o ministro reforçou a importância da vigilância e da vacinação.

“Por isso, toda a atenção das famílias e do SUS é necessária para impedir que o sarampo volte a circular no Brasil”, afirmou Padilha.

Entre 3 e 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o equivalente a 16,5% das aplicações realizadas no período.

Campanha segue até 1º de setembro

A Campanha de Multivacinação começou no início de agosto e seguirá até 1º de setembro. Durante esse período, o Ministério da Saúde oferece 20 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

Os imunizantes protegem contra doenças como meningites e tuberculose. Além disso, algumas vacinas ajudam a prevenir cânceres associados à infecção pelo HPV.

Até quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Entre as vacinas mais aplicadas, destacaram-se os imunizantes contra influenza, sarampo e poliomielite.

Ministério alerta sobre desinformação

Por fim, ao convocar a população para o Dia D, Alexandre Padilha também alertou sobre os riscos da desinformação relacionada às vacinas.

Nesse sentido, o ministro pediu que as famílias procurem informações em fontes oficiais e mantenham a caderneta de vacinação atualizada.

“Não deixem que as notícias falsas coloquem em risco a saúde das nossas crianças”, finalizou Padilha.

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