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11 de setembro de 2026
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Dívida de R$ 19 mil com agiotas motivou chacina no bairro São Jorge, diz polícia

As vítimas: Isabella Coelho, Guilherme Pereira e Francisco das Chagas || Foto: Reprodução

A chacina que deixou três mortos e uma mulher gravemente ferida no bairro São Jorge, zona oeste de Manaus, teve como motivação uma dívida de R$ 19 mil com agiotas. A confirmação partiu do delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em coletiva nesta terça-feira (18).

O suspeito, identificado como Ezenilson Silva de Souza, de 43 anos, sofria pressão de mais de seis agiotas e recebeu ameaças de morte caso não quitasse a dívida. Sem conseguir o dinheiro, ele procurou o ex-sogro, Francisco das Chagas Moraes Santão. O idoso costumava ajudá-lo financeiramente e também dava suporte ao neto, filho de Ezenilson e pessoa com TEA.

Segundo a investigação, Ezenilson acreditava que Francisco mantinha dinheiro em casa e foi até a residência com a intenção de conseguir recursos para pagar os agiotas. Ao ter o pedido negado, iniciou uma discussão e atacou o ex-sogro com golpes de martelo.

Ataque terminou com três mortos

A ação aconteceu por volta das 5h30. Ezenilson teria chegado ao imóvel em uma motocicleta alugada, estacionado do outro lado da rua e pulado o muro. O martelo utilizado no crime estava escondido em uma bolsa.

Após matar Francisco, a filha dele, Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, acordou com os gritos e tentou verificar o que estava acontecendo. Ela também foi atacada e morreu.

O professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira Lima, de 66 anos, morava no primeiro andar e teria descido ao ouvir a movimentação. Ao tentar ajudar os moradores, entrou em luta corporal com o suspeito e acabou morto.

Dilma Cilene Lima Sampaio, que também tentou socorrer as vítimas, mas sofreu o ataque e ficou gravemente ferida. Ela é a única sobrevivente da chacina e permanece internada em um hospital de Manaus.

Roubou dinheiro e voltou para casa

Depois dos ataques, Ezenilson teria vasculhado a residência e encontrado um pequeno cofre pertencente a Francisco, de onde retirou aproximadamente R$ 900. Ele também levou três celulares.

Na fuga, descartou o martelo e dois aparelhos em um igarapé, numa tentativa de dificultar a investigação. Com parte do dinheiro, teria procurado um dos agiotas para pagar uma parcela da dívida.

A polícia também destacou a frieza demonstrada pelo suspeito após o crime. Segundo o delegado, Ezenilson voltou para casa, localizada na mesma região das vítimas, e manteve a rotina normalmente, chegando a permanecer próximo aos familiares das vítimas e ao movimento de jornalistas no local.

Prisão em menos de 12 horas

A investigação avançou rapidamente e, em uma ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar, identificaram e localizarama o autor do crime. Posteriormente, eles deram a voz de prisão menos de 12 horas após o crime.

Inicialmente, ele tentou alegar legítima defesa, mas decidiu confessar a autoria depois de ser confrontado com imagens de câmeras de segurança e depoimentos.

Segundo o delegado Ricardo Cunha, o suspeito foi considerado “extremamente frio” durante a investigação. O caso continua sendo apurado pela DEHS.

 

 

 

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