O dólar voltou a patamares anteriores à escalada do conflito no Oriente Médio e fechou em queda nesta quarta-feira (1º), refletindo o aumento do apetite global por risco. Investidores reagiram a sinais de possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu preocupações com inflação, energia e fluxos financeiros.
Ao longo do dia, a moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 5,157, com recuo de 0,43%. Pela manhã, o dólar chegou a se aproximar de R$ 5,17, mas intensificou a queda durante a tarde, atingindo mínimas próximas de R$ 5,14. Com isso, a cotação retorna aos níveis registrados antes do agravamento das tensões internacionais, acumulando baixa de 1,42% na semana e de 6,06% no ano.
Além disso, declarações do presidente Donald Trump reforçaram o movimento. O líder norte-americano indicou que o conflito pode chegar ao fim em breve, ainda que com a possibilidade de ações pontuais. Apesar disso, o governo iraniano nega qualquer pedido formal de cessar-fogo.
No cenário externo, o dólar também perdeu força. O índice DXY recuou diante de uma cesta de moedas fortes, acompanhando a valorização de divisas emergentes, como o real, o peso chileno e o peso mexicano.
Já o mercado de ações reagiu de forma mais moderada. O Ibovespa fechou em leve alta de 0,26%, aos 187.953 pontos, impulsionado principalmente por papéis do setor financeiro e empresas ligadas à atividade doméstica. O ambiente mais estável também aumentou apostas em novos cortes na taxa Selic.
Por fim, o petróleo recuou pelo segundo dia consecutivo. O barril do tipo WTI caiu 1,24%, enquanto o Brent recuou 2,70%, refletindo a expectativa de solução diplomática e menor risco de interrupção no fornecimento, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz.
