O dólar iniciou a semana em alta, refletindo a tensão geopolítica após novos episódios envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo restrições no Estreito de Ormuz e ações militares no fim de semana.
A escalada do conflito aumentou a cautela dos investidores, que passaram a buscar ativos mais seguros, como a moeda americana. Esse movimento reduziu o apetite por risco e pressionou o câmbio.
No cenário internacional, o índice DXY — que mede a força do dólar frente a outras moedas — registrava leve avanço. Já no Brasil, a moeda subia de forma moderada, sendo negociada abaixo de R$ 5, patamar que não era visto desde 2024.
Especialistas apontam que, apesar da pressão externa, fatores internos ajudam a sustentar o real. A alta do petróleo favorece exportadores brasileiros, enquanto os juros elevados continuam atraindo capital estrangeiro.
Além disso, projeções do mercado indicam queda na expectativa para o dólar no fim de 2026, segundo dados do relatório Focus, refletindo um cenário mais favorável à moeda brasileira no médio prazo.
