O filósofo francês Edgar Morin morreu nesta sexta-feira (29), aos 104 anos. A informação partiu de Nelson Vallejo Gomez, pesquisador e especialista na obra do intelectual. Todavia, a causa da morte ainda é desconhecida.
Considerado um dos maiores pensadores contemporâneos, Morin marcou a filosofia, a sociologia e a educação. Ele desenvolveu so conceito de “pensamento complexo”, que defende a integração dos diferentes saberes para compreender os desafios da sociedade moderna.
Nascido em Paris, em 1921, com o nome Edgar Nahoum, participou da Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial e adotou o sobrenome Morin como codinome, que posteriormente se tornou seu nome definitivo.
Ao longo de mais de oito décadas de produção intelectual, escreveu cerca de 80 livros. Entre suas obras mais conhecidas estão Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, desenvolvido em parceria com a UNESCO, O Método, A Cabeça Bem-Feita e Ciência com Consciência.
Morin também se destacou por suas contribuições em áreas como comunicação, antropologia, ecologia, política e educação. Sua obra influenciou pesquisadores em diversos países, incluindo o Brasil, onde manteve forte relação acadêmica e participou de inúmeros debates e eventos.
Em 2021, quando completou 100 anos, recebeu homenagens da UNESCO e do presidente francês, Emmanuel Macron. Seu legado permanece como uma das principais referências para a compreensão da complexidade humana, social e ambiental no século XXI.
