Conecte-se conosco
Ibovespa 165.625,89 pts ↓ 6,22%
Dow Jones 51.882,30 pts ↓ 0,95%
S&P 500 7.588,09 pts ↓ 1,74%
Nasdaq 25.436,58 pts ↓ 3,93%
Dólar R$ 5,4898 ↑ 2,61%
Euro R$ 6,1455 ↑ 3,26%
Petróleo US$ 96,10 ↓ 5,78%
Ouro US$ 3.940,60 ↓ 2,25%

Destaques

Eleições de meio de mandato nos EUA definem controle do Congresso e podem limitar poder de Trump

Publicado

em

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para decidir quem terá o controle do Congresso dos Estados Unidos nos últimos dois anos do segundo mandato do presidente Donald Trump. Republicanos e democratas disputam a maioria nas duas casas legislativas.

Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Além disso, eleitores de 36 estados escolhem seus governadores, enquanto outros cargos estaduais e municipais também são definidos.

As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, costumam representar um teste para o governo em exercício. Neste ano, o resultado pode encerrar o controle republicano das duas casas do Congresso e dificultar a aprovação da agenda de Trump.

Republicanos tentam manter maioria no Congresso

Atualmente, os republicanos controlam a Câmara dos Representantes e o Senado. Na Câmara, o partido tem 218 congressistas, número que representa uma maioria apertada. No Senado, são 53 republicanos, contra 45 democratas e dois independentes.

Uma eventual vitória democrata em pelo menos uma das casas dificultaria a aprovação de projetos defendidos pelo presidente e abriria espaço para investigações parlamentares sobre sua administração.

Estados como Texas, Ohio e Iowa aparecem entre os locais onde a disputa pode alterar o equilíbrio de forças na Câmara.

Trump transforma eleição em teste de seu governo

Embora seu nome não esteja nas cédulas, Donald Trump colocou a própria administração no centro da campanha republicana. Em comícios, pediu que os eleitores imaginassem que ele também estivesse concorrendo e prometeu uma recompensa de US$ 5 mil aos cidadãos adultos caso os republicanos vencessem.

Na reta final da campanha, o presidente também anunciou uma recompensa de US$ 1 milhão para quem denunciasse fraudes eleitorais.

As pesquisas citadas pelo site RealClearPolling apontavam vantagem dos democratas nas intenções de voto: 51,5%, contra 43,1% dos republicanos. A taxa de desaprovação de Trump, por sua vez, havia chegado a 60%.

Diante da possibilidade de perder a maioria no Congresso, o presidente afirmou à Fox News que poderia se tornar o “sr. Veto”.

Economia e imigração estão entre os temas da votação

O custo de vida aparece como uma das principais preocupações dos eleitores. Pesquisas recentes indicam que os preços da gasolina, da habitação e dos serviços de saúde pesam no orçamento das famílias norte-americanas.

Outros temas importantes são os direitos reprodutivos, a imigração e o estado da democracia nos Estados Unidos. A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o avanço da inteligência artificial também levantam discussões sobre segurança, empregos e custos de energia.

Mais de 50 milhões já votaram antecipadamente

Mais de 50 milhões de norte-americanos já haviam votado antecipadamente até a sexta-feira (30), cerca de 10 milhões a mais do que nas eleições de meio de mandato de 2022, segundo dados do Election Lab, da Universidade da Flórida.

Entre os eleitores que votaram antecipadamente estão Donald Trump, que participou da votação em 24 de outubro, na Flórida, e o papa Leão XIV, natural de Chicago, que votou por correspondência.

O Vaticano anunciou na sexta-feira (30) a participação do pontífice. Segundo o texto, não havia registros anteriores de um chefe da Igreja Católica participando de eleições norte-americanas.

Historicamente, a participação nas eleições de meio de mandato é menor do que nas presidenciais. Desde 1944, a média de comparecimento às urnas nas midterms é de aproximadamente 42%, enquanto nas eleições presidenciais chega a 58%.

A nova composição do Congresso dos Estados Unidos tomará posse em 3 de janeiro de 2027.

 

 

 

 

 

 

Publicidade