O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que a Justiça Eleitoral não identificou qualquer ocorrência durante o primeiro turno das eleições que pudesse ser caracterizada como interferência estrangeira no processo eleitoral.
Durante coletiva de imprensa após o encerramento da votação, Nunes Marques destacou que o pleito transcorreu dentro da normalidade. Desse modo, Nunes afirmou que observadores internacionais também registraram a transparência das eleições.
“Não tivemos nenhuma intercorrência grave, os riscos climáticos [foram] afastados, e não tivemos nenhum alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira. Não constatamos nenhum tipo de intervenção”, declarou.
Em pronunciamento após a apuração, o presidente do TSE voltou a afirmar que não houve constatação de fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral. De acordo com o tribunal, relatórios parciais de missões de observação eleitoral também registraram a normalidade e a transparência do pleito.
PF mantém apuração sobre suspeita
A declaração de Nunes Marques ocorreu no mesmo dia em que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação abriu um procedimento preliminar para analisar uma possível interferência estrangeira nas eleições. Segundo Rodrigues, ainda não havia sido formalizado um inquérito policial.
A apuração teve origem em uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). Na ocasião, o órgão acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) após reportagem do jornal britânico The Guardian. Nela, o periódico falava sobre um suposto financiamento do governo dos Estados Unidos para projetos de oposição ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo a reportagem, o governo americano destinou US$ 1 milhão para o projeto denominado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”. A própria Agência Brasil destacou que não havia informação sobre eventual transferência dos recursos ou se eles apenas se destinaram aos projetos.
Até o encerramento do primeiro turno, portanto, o TSE afirmou não ter identificado interferência estrangeira no processo eleitoral, enquanto a Polícia Federal mantinha uma apuração preliminar para verificar as informações apresentadas à corporação.
