1 de julho de 2026
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Especialista critica Forças Armadas em Manaus e pede abertura de leitos

O Amazonas enfrenta uma grave crise no sistema de saúde que afeta tanto a rede pública quanto a privada e por causa disso, o estado está realizando a transferência constante de pacientes com covid-19 para outros estados.

A história, porém, ganhou um novo capítulo nessa quinta-feira (11), quando um levantamento mostrou que enquanto há uma fila com mais de 200 pessoas à espera de um leito, os hospitais militares de Manaus reservam 72,4% (84 de 116), de suas vagas para militares e familiares que possam vir a adoecer.

Especialistas criticaram a conduta tanto do Governo, que diz que não solicitou os leitos, quanto das Forças Armadas que mesmo em meio à crise e a morte de tantas pessoas, teria sido omisso com a situação. A sanitaristas Bernadete Perez, defende a abertura dos leitos para a população com base na tese de que as unidades não são custeadas na íntegra pelos militares, mas também com dinheiro público:

“Não tem cabimento transferir doentes sem utilizar toda a capacidade instalada, ainda mais durante uma epidemia com restrição de mobilidade. Todo leito das Forças Armadas -bancadas com recurso público- tinha de ser disponibilizado para a população”, ressalta.

Manaus tem, atualmente, tem três unidades que poderiam ser usadas: o Hospital da Aeronáutica, o Hospital Militar de Área de Manaus e a Policlínica Naval, todas de uso exclusivo de oficiais e militares. O Ministério da Defesa se defendeu e argumentou que a reserva visa garantir atendimento rápido aos oficiais que arriscam suas vidas e que não estão incluídos na categoria de serviço público e portanto não é obrigado a ceder leitos:

“Longe de ser um privilégio infundado, a assistência médico-hospitalar é um direito dos militares calcado nas peculiaridades de suas atividades. Ao contrário do SUS, o sistema de saúde das Forças Armadas não é universal e tampouco dispensa para o seu custeio as contribuições mensais  e as indenizações de seus beneficiários”, explica.

Segundo os dados divulgados, quando a fila de espera chegou ao número crítico de 509 pacientes, no dia 29 de janeiro, os hospitais estavam com 52 leitos clínicos sem uso.

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