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2 de outubro de 2026
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Estela Aranha: quem é a ministra do TSE que proibiu púlpito vazio de Lula

Reprodução

A decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito reservado a Luiz Inácio Lula da Silva durante o debate presidencial desta quinta-feira (1º), trouxe à tona a trajetória profissional da magistrada e sua passagem pelo governo federal.

Estela Aranha atuou no governo Lula antes de chegar ao TSE. Entre janeiro de 2023 e março de 2024, foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, então comandado por Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, trabalhou como assessora especial da Presidência da República até 2025.

Em agosto de 2025, Estela tomou posse como ministra do TSE para um mandato de dois anos. Ela havia integrado uma lista tríplice formada por advogadas e encaminhada ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pela Presidência do próprio TSE.

Declaração de voto em Lula

A trajetória da magistrada também voltou ao debate público após a circulação de um vídeo no qual Estela declara voto em Lula durante as eleições de 2022.

No vídeo, cuja data da gravação não foi confirmada de forma independente segundo o UOL, ela afirma que votaria no então candidato do PT no segundo turno contra Jair Bolsonaro. A declaração passou a circular nas redes sociais após a decisão envolvendo o debate da Globo.

A manifestação ocorreu antes de Estela integrar o TSE. O vídeo mostra a então advogada justificando seu voto com argumentos relacionados à defesa do Estado Democrático de Direito e da democracia.

Decisão sobre o debate da Globo

A decisão de Estela Aranha foi tomada após pedido apresentado pela coligação de Lula. A representação questionava uma regra previamente estabelecida para o debate que previa a exibição do espaço reservado a candidatos que não comparecessem.

A ministra determinou que a Globo não exibisse o púlpito vazio identificado com o nome de Lula. Também proibiu que os demais candidatos formulassem perguntas diretamente ao candidato ausente.

Na decisão, Estela argumentou que a exposição do espaço vazio poderia produzir efeitos negativos sobre o candidato ausente e considerou que a regra poderia funcionar como uma forma de pressão para que os presidenciáveis comparecessem ao debate, embora a participação fosse facultativa.

A Globo afirmou que as mudanças determinadas pela Justiça interferiram nas regras previamente acordadas para o programa. Na mesma noite, após também receber uma decisão do STF que determinou a inclusão do candidato Renan Santos, a emissora cancelou o debate.

Relação profissional com Flávio Dino

Antes de chegar à Justiça Eleitoral, Estela trabalhou diretamente no Ministério da Justiça durante a gestão de Flávio Dino. A magistrada atuou na área de Direitos Digitais, enquanto Dino comandava a pasta entre 2023 e 2024.

A passagem pelo governo e a declaração de voto em Lula passaram a ser mencionadas por críticos da decisão do TSE, especialmente após o cancelamento do debate. Esses elementos, contudo, dizem respeito à trajetória anterior da magistrada e, por si só, não estabelecem que a decisão tenha sido motivada por preferência política.

A decisão sobre o debate ainda está sujeita ao exame das instâncias competentes da Justiça Eleitoral.

 

 

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