Três meses depois do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, familiares das cinco pessoas que continuam desaparecidas mantêm a cobrança por respostas e pedem que as buscas no Rio Negro não sejam interrompidas. O acidente ocorreu nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, e ainda provoca sofrimento entre parentes das vítimas.
A lancha da empresa Lima de Abreu Navegações naufragou no dia 13 de fevereiro, nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus. O acidente deixou três mortos e cinco desaparecidos. Atualmente, o Corpo de Bombeiros realiza buscas duas vezes por semana.
À Rede Amazônica, Jorge Noronha, marido de Ana Carla — uma das vítimas desaparecidas — afirmou que os familiares seguem acompanhando as operações e mantêm a esperança de encontrar respostas. Segundo ele, a retirada da embarcação depende da vazante do Rio Negro.
O CBMAM informou que as buscas continuam sem prazo para encerramento. Desde março, as equipes passaram a atuar de forma intermitente, utilizando drones, embarcações e equipamentos de sonar para mapear o fundo do rio.
Além disso, o Governo do Amazonas mantém uma força-tarefa de apoio às famílias. O caso ganhou repercussão nacional após vídeos mostrarem momentos de desespero durante o naufrágio, incluindo o resgate de um bebê prematuro colocado dentro de um cooler para protegê-lo da água.
Enquanto isso, as causas do acidente seguem sob investigação. O piloto da embarcação, Pedro José da Silva Gama, responde por homicídio qualificado após denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
