O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo neste domingo (9). Na imagem, ele aparece chorando enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A publicação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o pedido para que Flávio e os irmãos Carlos e Renan Bolsonaro visitassem o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, neste Dia dos Pais.
No vídeo, Flávio critica a decisão e afirma que a impossibilidade de encontrar o pai em uma data simbólica é uma situação dolorosa.
“Proibir um filho de visitar um pai ou um pai de dar um abraço nos filhos no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste”, afirmou.
Na carta, o senador relata que soube da decisão após cumprir uma agenda em Itapetininga, no interior de São Paulo.
“Pai, acabei de fazer uma agenda em Itapetininga, São Paulo, quando tomei ciência de que o nosso pedido – meu, do Carluxo e do Renan – havia acabado de ser negado. Por isso, lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria”, escreveu.
Decisão de Alexandre de Moraes
Segundo a decisão, o pedido foi considerado “prejudicado” porque uma determinação anterior, de 17 de julho, suspendeu todas as visitas a Jair Bolsonaro pelo período de 30 dias.
Durante esse intervalo, o ex-presidente pode receber apenas atendimento médico e fisioterapêutico, além de visitas de seus advogados.
A restrição foi estabelecida após Flávio utilizar as redes sociais para ler uma carta de Jair Bolsonaro na qual o ex-presidente o apontava como porta-voz para defender propostas políticas.
No vídeo publicado neste domingo, Flávio também afirmou que acompanha diariamente informações sobre o estado de saúde e o humor do pai por meio dos advogados.
“Pergunto todos os dias, sem falta. Hoje me disseram que estavam sem saber ainda, porque sábado não tem visita de advogados”, relatou.
Campanha presidencial
Flávio Bolsonaro também comentou sobre sua candidatura à Presidência em 2026. Segundo ele, apesar de não ter recebido apoio formal de partidos do Centrão, lideranças dessas siglas estariam apoiando sua campanha.
“Quanto à campanha, estamos indo bem. Junto com o Marinho, conseguimos fechar bons palanques em quase todos os Estados. Apesar de os partidos de centro não terem vindo formalmente nos apoiar, as principais lideranças de todos eles estão com a gente”, afirmou.
O senador disse ainda que costuma imaginar o momento em que Jair Bolsonaro colocaria nele a faixa presidencial. Todavia, apenas se conseguir vencer a eleição do próximo ano.
