7 de julho de 2026
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Flávio Bolsonaro pede aos EUA adiamento de tarifaço contra o Brasil por causa das eleições

O senador Flávio Bolsonaro | Crédito: Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, pediu nesta terça-feira (7) que os Estados Unidos adiem a aplicação do novo tarifaço sobre produtos brasileiros. A declaração aconteceu durante uma audiência pública realizada em território norte-americano. Lá, o parlamentar discursou em inglês ao lado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.

Durante sua fala, Flávio afirmou que este é o “pior momento possível” para a entrada em vigor das tarifas. Assim, o presidenciável argumentou que o Brasil realizará eleições presidenciais em outubro e que o cenário político poderá mudar completamente nos próximos 90 dias.

“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas noventa dias, o cenário político do país mudará completamente. Respeitosamente, peço a este país: não imponha as suas tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta medida, cancele-a e vamos negociar”, declarou.

O senador também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citando casos de corrupção envolvendo governos petistas e mencionando investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Pix

Outro ponto abordado por Flávio Bolsonaro foi o sistema de pagamentos instantâneos PIX. Segundo ele, a ferramenta, criada durante o governo de Jair Bolsonaro, ampliou a inclusão financeira e também beneficia empresas norte-americanas.

Enquanto o governo brasileiro não participou oficialmente da audiência, representantes técnicos acompanharam a sessão como observadores. Recentemente, o Executivo enviou uma resposta formal ao governo dos Estados Unidos contestando as conclusões da investigação que embasa a proposta de aumento das tarifas.

No documento encaminhado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil sustenta que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não apresentou provas de práticas discriminatórias contra empresas americanas. O governo brasileiro também argumenta que críticas envolvendo o PIX e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) tratam de assuntos internos e não deveriam servir de justificativa para medidas comerciais.

 

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