6 de julho de 2026
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Gaviões da Fiel é criticada por retratar Bolsonaro como gay

Nesta terça-feira (19), usuários das redes sociais criticaram a Gaviões da Fiel por causa da proposta do desfile, que terá um Bolsonaro gay. Várias pessoas questionaram se o caso pode ser considerado como homofobia. No Carnaval de São Paulo, a escola de samba será a segunda escola a desfilar no Anhembi, no próximo sábado (22), e apresentará temas como racismo, fascismo e opressões, segundo informações do site F5, da Folha de S.Paulo.

Para a apresentação, o carnavalesco Paulo Barros preparou uma sátira ao presidente Jair Bolsonaro, que será interpretado por Neandro Ferreira, na ala Governantes e Generais

– Vou vir como um Bolsonaro bem gay, bichíssima, dando muita pinta – disse Ferreira.

 

Ele prometeu ainda que irá levantar, na avenida, uma placa com a frase “Fora Bolsonaro”.

 

O desfile terá ainda uma imitação da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que será interpretada pela cabeleireira Gisele Porto.

 

– Ela vai ser muito bem tratada, reverenciada e cortejada pelo presidente que vou interpretar. Vou fazer tudo exatamente ao contrário da maneira como ele faz. É realmente um manifesto contra o machismo, o fascismo e o preconceito – falou Neandro.

 

O samba-enredo da Gaviões da Fiel tem o humorista Marcelo Adnet entre os compositores.

 

Para usuários do Twitter, em uma tentativa de ofender o presidente da República, a escola paulista estaria sendo ainda mais ofensiva aos homossexuais. As tagas “Bolsonaro gay”, “Gaviões da Fiel” e “homofobia” ficaram entre os assuntos mais comentados na noite desta terça-feira.

 

– Então, a Gaviões da Fiel acha que representar Bolsonaro gay é algo pejorativo? Achei isso bem homofóbico da parte deles – escreveu um perfil.

 

– Gaviões da Fiel irá representar Bolsonaro Gay no desfile desse ano. Não entendi, então a escola de samba acha pejorativo representar alguém como gay? Virou ofensa? – questionou outro.

 

– Isso aqui é um equívoco sem tamanho da Gaviões da Fiel, que vai retratar Jair Bolsonaro “bem gay, bichíssima, dando muita pinta”. Bolsonaro é hetero e homofóbico. Chama-lo de bicha para atacar sua masculinidade é igualmente homofóbico e contraproducente – apontou mais um.

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