O Grupo Heineken anunciou, nesta sexta-feira (04), a retirada da unidade produtiva de concentrados para refrigerantes da Zona Franca de Manaus (ZFM). A linha será transferida para a cidade de Itu, no interior de São Paulo. A companhia deixa o modelo em um momento de extrema insegurança no setor industrial com a recente aprovação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Em entrevista em uma rádio local, o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, acredita que a saída do Grupo Heineken não tem ligação com a redução do IPI.
“Ninguém toma uma medida como essa em uma semana. Eu entendo que já era planejado pela indústria mudar, mesmo porque bebida alcoólica não tem incentivos aqui”, afirmou.
Em nota, a fabricante de bebidas declarou que com a realocação, a empresa conseguirá otimizar a produção, aumentar a eficiência de toda a cadeia envolvida nesse processo, além reduzir sua emissão de carbono e ainda acelerar a chegada dos produtos aos pontos de venda, tornando-se mais competitiva e alinhada às dinâmicas do mercado. Boa parte das distribuidoras da Heineken estão alocadas na região Sul e Sudeste do país.
“Essa importante decisão também representa mais um passo na jornada iniciada em junho de 2021, quando o Grupo HEINEKEN anunciou a retirada das embalagens PET acima de 1 litro de seu portfólio de bebidas não-alcoólicas, mudança que contribui com o compromisso da empresa de neutralizar a emissão de carbono de toda a sua cadeia de valor até 2040”, justificou em nota.
Em sua despedida da região, ainda por meio de nota, a fabricante agradeceu os manauaras e amazonenses durante anos de operações na região e reafirmou a confiança no mercado brasileiro.
O grupo segue o mesmo caminho da Sony e da Pepsi que deixaram a região da ZFM. Hoje a companhia representa as marcas FYs, Itubaína, Viva Schin, Skinka e Água Schin.
