A eleição para a Presidência da República vai para o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A confirmação ocorreu neste domingo (4), após a apuração das urnas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a maioria dos votos contabilizada, Lula e Flávio foram os dois candidatos mais votados e avançaram para a segunda etapa da disputa presidencial. Os demais concorrentes ficaram fora da corrida pelo Palácio do Planalto.
O segundo turno ocorrerá no dia 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República.
Disputa marcada por polarização
A campanha do primeiro turno ocorreu em meio a forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, além de disputas envolvendo o Supremo Tribunal Federal, redes sociais, desinformação e decisões da Justiça Eleitoral.
Na reta final, os principais levantamentos de intenção de voto mostraram Lula numericamente à frente no primeiro turno, enquanto Flávio aparecia na segunda posição. As pesquisas também registraram uma disputa mais equilibrada nas simulações de segundo turno.
O cenário eleitoral foi ainda influenciado pelas discussões em torno do caso Banco Master e de seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, que alcançaram diferentes setores da política nacional e tiveram repercussão durante a campanha.
Reta final teve disputas judiciais
Nos últimos dias antes da votação, candidatos também recorreram à Justiça Eleitoral em razão de conteúdos publicados nas redes sociais. A campanha de Lula, por exemplo, contestou publicações que, segundo sua equipe, apresentavam de forma distorcida declarações feitas pelo presidente.
Outro episódio da reta final foi a ausência de Lula no debate presidencial realizado pela TV Globo na quinta-feira (1º). A decisão foi atribuída pela campanha à estratégia de evitar uma exposição considerada desfavorável na última etapa do primeiro turno.
Agora, Lula e Flávio Bolsonaro terão mais três semanas de campanha até a votação definitiva. O segundo turno definirá quem ocupará a Presidência da República no próximo mandato.
