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9 de julho de 2026
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Moro vê anulação das condenações de Lula como um ‘baita erro judiciário’

Imagem: Reprodução

Sergio Moro voltou a dizer nesta sexta-feira (18) que não vai deixar o Podemos ou desistir de sua candidatura.

Ao chegar a um almoço com empresários do grupo Lide, o ex-juiz descartou a jornalistas a possibilidade de ir para a União Brasil.

Nas últimas semanas, deputados do Podemos passaram a pressionar a legenda para desistir da candidatura, que drenaria recursos do Fundo Partidário.

Vou até o fim. Alguém tem que falar a verdade em 2022, disse Moro.

Em debate com outros presidenciáveis, o ex-juiz disse que a anulação das condenações de Lula foi um “baita erro judiciário”.

 

Negociações

 

Aberta a temporada de negociações para a formação de palanques regionais e alianças para as eleições de 2022, o União Brasil, partido resultado da fusão entre Democratas e PSL, tenta encontrar entre seus quadros um nome para apresentar como candidato a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos).

A dificuldade maior, disse sob reserva um dirigente do partido a VEJA, é que, à exceção do ex-prefeito de Salvador ACM Neto e do governador de Goiás Ronaldo Caiado, o emaranhado de filiados da sigla é formado por ilustres desconhecidos que, a preço de hoje, pouco acrescentariam como puxadores de voto.

 

 

Deputado avaliou postura de Moro

 

Velho estudante dos assuntos tributários, como se autoproclama de seus quase 30 anos servidor da Receita Federal, o deputado Serafim Corrêa (PSB) negando a aplicação da “Lei de Talião” ao ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro.

O ex-magistrado, agora presidenciável, acusado de condenar investigados sem prova, vê-se ocupado com pedido de bloqueios de todos os seus bens.

Há suspeita de que os R$ 3,6 milhões que recebeu em 2021 não tenham sido declarados ao fisco. Sobre isso, Serafim disse:

“É verdade que Sergio Moro não foi um Juiz justo. Não honrou a toga”, disse o parlamentar num artigo que publicou ontem (6) chamado de “Vamos dar ao Moro o que ele negou aos outros“.

Serafim defende que o magistrado tenha os direitos que Moro negou aos investigados.

“A régua dele não pode ser a métrica da sociedade. Existem princípios fundamentais na CF/88 – devido processo legal, contraditório e ampla defesa – que devem ser respeitados, porque sem isso não existe cidadania”.

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