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22 de agosto de 2026
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Mulher é condenada por se passar por menina de 12 anos e enganar casal em SC

A Justiça de Santa Catarina condenou a mulher que se passou por uma adolescente de 12 anos e enganou um casal em Joinville, no Norte do estado. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ela criou uma identidade falsa e simulou situações de vulnerabilidade para conseguir benefícios materiais.

A sentença da 1ª Vara Criminal de Joinville estabeleceu pena de 1 ano, 10 meses e 28 dias de prisão, em regime inicial semiaberto. A Justiça também manteve a prisão preventiva e negou à ré o direito de recorrer em liberdade.

A decisão ocorreu após audiência realizada na quarta-feira (19), quando as vítimas, testemunhas e a própria acusada apresentaram suas versão. Antes, O MPSC pediu a condenação pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Mulher criou personagem de adolescente

Segundo a denúncia da 9ª Promotoria de Justiça, a acusada criou a personagem “Gabriele Ferreira dos Santos”, apresentada como uma menina de 12 anos.

A falsa identidade teria convencido um casal de Joinville a acolhê-la e assumir integralmente suas despesas. Entre os benefícios recebidos estavam moradia, alimentação, transporte, festa de aniversário e medicamentos de alto custo para emagrecimento.

Para sustentar a história, a mulher inventou relatos de maus-tratos familiares e outras situações de vulnerabilidade. Ela também adotava comportamentos infantis, incluindo fala infantilizada, uso de objetos associados à infância e simulação de crises emocionais.

De acordo com o MPSC, a estratégia tinha como objetivo despertar a compaixão das vítimas, levando-as a custear sua manutenção.

Presa durante a investigação

A prisão da mulher ocorreu em junho de 2026, após a investigação revelar sua verdadeira identidade. Segundo a apuração, ela conseguiu permanecer na residência do casal utilizando a personagem fictícia.

O promotor de Justiça Ricardo Paladino afirmou que as provas apresentadas durante o processo comprovaram os crimes. Além disso, as ações demonstraram que a acusada tinha consciência da ilegalidade de seus atos.

Com a condenação, a prisão preventiva foi mantida e a mulher permanecerá detida enquanto não houver nova determinação judicial.

 

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