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8 de julho de 2026
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O túmulo do misterioso faraó desaparecido é o maior achado arqueológico de um século

(crédito: Reprodução/Facebook (Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito))

O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou nesta terça-feira (18) que o túmulo perdido do Rei Tutmés II foi encontrado em Luxor, no Egito, sendo o primeiro túmulo da realeza descoberto desde 1922 — com a revelação do túmulo do faraó dourado Tutancâmon. A tumba encontrada era a única que faltava dos reis da Décima Oitava Dinastia do antigo Egito, que durou de 1550 a.C. a 1292 a.C.

Em 2022, uma escavação foi conduzida pelo Conselho Supremo de Antiguidades, com a colaboração do New Kingdom Research Foundation, descobriu a tumba em Tebas, localizada a oeste do Rio Nilo e Luxor. Desde então, os pesquisadores buscavam confirmar a identidade do ocupante, que teve os restos mortais encontrados no século XIX. Segundo especialistas, o corpo teria sido movido a fim de evitar saqueadores de túmulos.

Na tumba, entre diversos artefatos descobertos, foram encontrados fragmentos de jarros de alabastro com inscrições que incluíam os nomes de Tutmés II e a esposa principal, a rainha Hatshepsut — sendo uma forte evidência para identificar o proprietário do túmulo. Inscrições e textos funerários também foram encontrados na tumba, assim como fragmentos do livro sagrado “Amduat” — frequentemente reservado para enterros reais, ele descreve a jornada do faraó na passagem para a morte —, assim como recipientes de ouro.

Tutmés II governou o Egito por um período relativamente curto, mas o papel desempenhado é considerado como um dos mais importantes para a consolidação do poder real. Ele se casou com Hatshepsut, que herdou o trono após a morte do rei.

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