5 de setembro de 2026
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Operação La Máquina mira grupo suspeito de usar aviões para transportar drogas a partir do Amazonas

Divulgação

Uma organização criminosa suspeita de utilizar aviões de pequeno porte, pistas clandestinas e empresas de fachada para transportar drogas da Amazônia para outros estados foi alvo da Operação La Máquina, deflagrada nesta quinta-feira (13).

A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Amazonas (Gaeco/MPAM). Além disso, a atuação contou com a parceria com a Polícia Federal e apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

Ao todo, a Justiça expediu 43 mandados judiciais, sendo 13 de prisão preventiva, quatro medidas cautelares e 26 de busca e apreensão. O judiciário também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 7,7 milhões e o sequestro de bens ligados aos investigados.

As diligências ocorreram simultaneamente no Amazonas, Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina, com participação de mais de 100 agentes.

Esquema utilizava estrutura aérea e pistas clandestinas

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma estrutura especializada para financiar, operar e manter aeronaves utilizadas no transporte de entorpecentes. A logística incluía pilotos, abastecimento, manutenção, armazenamento de drogas e locais clandestinos para pousos e decolagens.

As apurações também identificaram o uso de rotas terrestres e fluviais para distribuir os entorpecentes após o transporte aéreo.

Duas pistas clandestinas, localizadas em Tefé e Presidente Figueiredo, tiveram a destruição autorizada pela Justiça. De acordo com as investigações, os traficantes a utilizavam como pontos estratégicos para a operação do grupo.

Investigação aponta movimentação superior a R$ 35 milhões

Além da logística do tráfico, os investigadores mapearam a estrutura financeira da organização. Pessoas físicas e empresas ligadas aos investigados teriam movimentado mais de R$ 35 milhões, em valores considerados incompatíveis com as atividades declaradas.

Entre os mecanismos investigados estão empresas de fachada, transferências fracionadas, uso de terceiros e aquisição de imóveis, veículos, embarcações e estabelecimentos comerciais.

A Justiça também determinou o sequestro de 31 veículos, avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões, além de dois centros comerciais relacionados ao grupo.

Investigação continua

As apurações também identificaram ocorrências envolvendo aeronaves supostamente utilizadas pela organização, incluindo uma interceptação aérea na região de Tefé e o desaparecimento de uma aeronave próximo à fronteira com a Venezuela.

O nome La Máquina faz referência a uma expressão encontrada nas comunicações investigadas para identificar as aeronaves usadas nos chamados “fretes” de drogas.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O material apreendido durante a operação ainda será analisado e poderá levar à identificação de outros envolvidos e de novos crimes relacionados ao esquema.

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