A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas dominou o debate no Senado nesta quarta-feira (1º). Governo, empresários, representantes de trabalhadores e parlamentares discutiram os impactos econômicos e sociais da medida durante audiência pública.
Representantes do setor empresarial e senadores da oposição criticaram a proposta. Eles argumentam que a mudança pode elevar os custos das empresas, reduzir a competitividade e afetar a geração de empregos. Todavia, os setores defenderam que a definição da jornada de trabalho continue sendo negociada diretamente entre empregadores e empregados.
Por outro lado, integrantes do governo e lideranças sindicais afirmaram que a redução da jornada pode ser absorvida pela economia e contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Segundo os defensores da PEC, a diminuição da carga horária ajudaria a reduzir casos de esgotamento físico e mental, além de aumentar a produtividade.
A proposta estabelece dois dias de descanso por semana, mantém os salários e prevê um período de transição para a implementação da nova jornada. Enquanto representantes da indústria e do transporte pedem mais tempo para adaptação, sindicatos reforçam que a mudança representa um avanço histórico nas relações de trabalho.
A PEC permanece sob análise no Senado e ainda não há previsão para votação.
