31 de outubro de 2026
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Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

Reprodução

A Petrobras informou que possui mecanismos para reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil, ao mesmo tempo em que mantém a rentabilidade da companhia.

De acordo com a estatal, o cenário internacional entrou em grande volatilidade no mercado de energia devido a guerras e tensões geopolíticas. Mesmo assim, a empresa afirma que segue comprometida em minimizar os efeitos dessas oscilações sobre a economia brasileira.

De acordo com a Petrobras, a estratégia comercial atual leva em consideração melhores condições de refino e logística, o que permite períodos de maior estabilidade nos preços dos combustíveis no mercado interno.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, afirmou a companhia.

A estatal também ressaltou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões sobre eventuais mudanças nos preços, mas garantiu que continuará atuando de forma “responsável, equilibrada e transparente”.

Alta do petróleo no cenário internacional

A recente escalada nos preços do petróleo está relacionada ao aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente após a guerra envolvendo o Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz. A rota é estratégica pois cerca de 25% do petróleo mundial passa pela região.

Com o agravamento do conflito, o barril chegou a atingir US$ 120 na segunda-feira (9). No entanto, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a guerra poderia se aproximar do fim, os preços recuaram.

Atualmente, o barril do tipo Brent está sendo negociado abaixo de US$ 100, embora ainda acima da média de aproximadamente US$ 70 registrada antes do início do conflito.

Mesmo com a queda recente, Trump voltou a fazer novas ameaças ao Irã, afirmando que os Estados Unidos poderiam realizar ataques “vinte vezes mais fortes” caso o país continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Mudança na política de preços

Especialistas apontam que a capacidade da Petrobras de suavizar impactos no Brasil está relacionada à mudança na política de preços adotada pela companhia em 2023, quando deixou de seguir integralmente a chamada paridade de preços internacionais (PPI).

Segundo a diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, anteriormente os combustíveis acompanhavam praticamente toda a variação do mercado global.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, explicou.

Apesar disso, a especialista ressalta que essa capacidade de controle ainda é limitada. Isso ocorre porque o Brasil continua importando derivados como gasolina e diesel, além de possuir refinarias privatizadas.

Como exemplo, ela citou a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, que foi privatizada e, por isso, possui menos mecanismos de controle de preços em comparação com unidades administradas pela Petrobras.

 

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