O preço do petróleo no mercado internacional disparou nesta segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A tensão geopolítica elevou o barril do tipo Brent para perto de US$ 79, com alta superior a 7%, enquanto o WTI avançou cerca de 6%.
A principal preocupação do mercado é a situação do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo e gás. O bloqueio da passagem marítima, localizada ao sul do Irã e responsável pela ligação entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, pode provocar queda na oferta global e aumento imediato nos preços.
Especialistas apontam que, caso o conflito se prolongue e o Estreito de Ormuz permaneça fechado, os preços do petróleo podem subir ainda mais. Portanto, isso pressionará estoques e ampliará a volatilidade do mercado internacional.
No Brasil, a alta do petróleo refletiu diretamente na Bolsa de Valores. As ações da Petrobras registraram valorização de quase 4% na B3, acompanhando o movimento global da commodity.
Além disso, o dólar interrompeu a trajetória de queda das últimas semanas e voltou a se aproximar de R$ 5,20. Em momentos de tensão internacional, investidores tendem a migrar recursos para ativos considerados mais seguros, fortalecendo a moeda americana e pressionando o real.
Economistas alertam que, se o petróleo permanecer em alta, pode haver repasse para combustíveis e demais setores da economia, gerando impacto na inflação. Esse cenário pode influenciar decisões do Banco Central sobre o ritmo de cortes da taxa básica de juros, a Selic.
Mesmo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) anunciando aumento na produção para garantir oferta, o fator logístico do Estreito de Ormuz segue como o principal ponto de atenção do mercado financeiro global.
