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6 de agosto de 2026
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PF indicia 16 pessoas por queda de avião da Voepass e aponta falhas técnicas e operacionais

Foto: DW / Deutsche Welle

A Polícia Federal divulgou, nesta quinta-feira (6), o relatório final sobre o acidente com a aeronave da Voepass que caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, em agosto de 2024, provocando a morte de 62 pessoas. O documento concluiu que a tragédia foi resultado de uma combinação de condições meteorológicas, falhas técnicas e problemas operacionais. Além disso, o relatório indiciou 16 pessoas por suposta responsabilidade no caso.

Além disso, a investigação revelou que os pilotos tinham conhecimento de falhas no sistema de degelo da aeronave e chegaram a comparar o avião a um “Fusquinha” durante conversas registradas pela caixa-preta. Segundo a PF, os áudios também mostram que defeitos recorrentes não eram oficialmente comunicados pelas tripulações. Ademais, isso reforça a suspeita de falhas nos procedimentos internos da companhia.

Entre os indiciados estão o proprietário da Voepass, José Luis Felicio, e o diretor de manutenção da empresa, Eric Cônsoli. De acordo com a Polícia Federal, eles responderão pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, juntamente com outras pessoas apontadas como responsáveis ou que teriam contribuído para o acidente por ação ou omissão.

Cultura de omissão

O diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, Carlos Eduardo Palhares, afirmou que as investigações identificaram uma cultura de omissão dentro da empresa em relação aos problemas técnicos apresentados pelas aeronaves.

“Nos voos anteriores desse mesmo avião, não havia registro de problemas no sistema de degelo. Mas, ao analisar a caixa-preta, ocorreu a identificação de que o sistema de quebra de gelo pneumático apresentava falhas”, declarou.

Ainda conforme Palhares, o avião operava no dia do acidente com o limpador de para-brisa inoperante. Como as condições meteorológicas eram de chuva, a aeronave, segundo a investigação, não deveriam liberar a aeronave para decolagem, pois esse equipamento apresentou defeito.

Por fim, o relatório da Polícia Federal reforça que a queda da aeronave não foi consequência de um único. Sendo assim, houve uma sucessão de falhas técnicas, operacionais e de gestão. Portanto, somadas às condições climáticas adversas, culminaram na maior tragédia aérea registrada no Brasil desde 2007.

 

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