O apresentador Ratinho, do SBT, voltou a fazer declarações consideradas transfóbicas contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Em entrevista ao podcast Papagaio Falante, apresentado por Sérgio Mallandro, nesta terça-feira (1º), o comunicador afirmou que não mudou de opinião após a polêmica envolvendo a parlamentar.
Questionado sobre a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, Ratinho voltou a defender que o colegiado seja comandado por uma mulher que tenha útero.
“Eu dei minha opinião e continuo com a mesma opinião. Eu acho que uma mulher mesmo é que merece a presidência da Comissão da Mulher. Mulher com útero, que tem as dores da mulher”, declarou.
Na sequência, o apresentador afirmou considerar que existem apenas os gêneros masculino e feminino e declarou que “trans não é mulher”. Ele também disse que sua posição não significa que pretenda desrespeitar pessoas trans ou homossexuais.
Polêmica começou em março
A controvérsia teve início em março, após Erika Hilton assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Na ocasião, Ratinho questionou a escolha e afirmou não considerar adequado que uma mulher trans ocupasse o comando do colegiado.
Depois das declarações, Erika Hilton acionou a Justiça contra o apresentador e o SBT.
Em agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a decisão que determina que a emissora conceda direito de resposta à deputada no Programa do Ratinho. Segundo o tribunal, o apresentador ultrapassou os limites da crítica política ao questionar a identidade de gênero da parlamentar.
Erika Hilton
Eleita deputada federal por São Paulo em 2022, Erika Hilton é uma das principais parlamentares trans do Congresso Nacional. Em março, ela comandou a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
As novas declarações de Ratinho voltaram a repercutir nas redes sociais e reacenderam a discussão sobre os comentários feitos pelo apresentador em relação à identidade de gênero da deputada.
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