A Polícia Civil resgatou uma recém-nascida de apenas 23 dias, identificada como Ayla Sofia, nesta segunda-feira (10), no bairro Santo Agostinho, zona oeste de Manaus, após o sequestro da bebê. Na ocasião, as autoridades prenderam a principal suspeita, identificada como Jaqueline, durante a noite.
De acordo com a polícia, Jaqueline tentou fugir pela Ponte Jornalista Phelippe Daou, conhecida como Ponte Rio Negro. Além disso, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) mantém três suspeitos de envolvimento no crime sob custódia.
Segundo as investigações e os relatos da família, Jaqueline atraiu a mãe da bebê, Márcia Maués, até uma residência no bairro Grande Vitória, zona leste da capital. Para isso, a suspeita ofereceu, por meio de mensagens no Facebook, doações de fraldas, roupas, um carrinho de bebê e mantimentos.
Ao chegar ao imóvel, Márcia recebeu refrigerante, biscoitos e bananas. Em seguida, a mulher sugeriu que ela descansasse com a filha em um quarto com ar-condicionado. Pouco depois de se deitar, a mãe perdeu a consciência.
Quando recuperou os sentidos, Márcia apresentava ferimentos na cabeça e no pescoço. Conforme relatou à polícia, ela sofreu agressões. Ainda segundo o depoimento, a suspeita afirmou que homens armados haviam invadido a residência e levado a recém-nascida.
Bebê abandonada
Horas depois, um casal encontrou Ayla Sofia no bairro Santo Agostinho. Naquele momento, os moradores preparavam o almoço quando ouviram o choro da criança. Diante disso, foram verificar o que estava acontecendo.
O casal encontrou a bebê deitada sobre uma manta na calçada, debaixo de um varal e exposta ao sol. Imediatamente, os moradores acionaram a Polícia Militar.
Segundo o sargento Oliveira, que atendeu à ocorrência, a recém-nascida apresentava sinais visíveis de desidratação e chorava bastante. Por isso, após receber os primeiros cuidados, uma equipe levou Ayla para avaliação médica na Maternidade Moura Tapajós.
Com as prisões, a polícia mantém três pessoas sob custódia por suspeita de participação no sequestro e nas agressões contra a mãe. Enquanto isso, a Polícia Civil do Amazonas continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e definir a participação de cada suspeito.
Além disso, as investigações devem ajudar a polícia a esclarecer as circunstâncias que levaram ao abandono da recém-nascida e a identificar todas as pessoas envolvidas no crime.
