5 de setembro de 2026
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Mãe de bebê sequestrada por casal em Manaus sofreu abuso, diz polícia

Momento em que o casal abandona a bebê no bairro Compensa || Foto: Reprodução

A principal suspeita pelo sequestro da bebê Ayla Sofia, de 23 dias, Jaqueline Silva Braz, de 24 anos, negou participação no crime durante depoimento. À polícia, ela apresentou uma versão considerada “totalmente fantasiosa” pelo delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

De acordo com a polícia, a mãe da criança foi atraída por Jaqueline sob o pretexto de receber doações de fraldas. Ao chegar à residência, ela a recebeu com um copo de refrigerante adulterado e depois perdeu os sentidos. Conforme o delegado, a vítima sofreu agressão e depois a levaram para outro cômodo da residência, onde sofreu abuso.

Segundo Cunha, após doparem e agredirem a vítima, os envolvidos puseram a mulher em um veículo e a  levaram para o bairro da Compensa. O delegado relatou que, durante a madrugada, ela sofreu outro abuso sexual.

“Neste momento ela é agredida e a Jaqueline disse que alguns criminosos entraram no local e levaram a criança. Mais tarde, os suspeitos a colocaram dentro de um veículo e seguiram para o bairro da Compensa. Lá,  às 4 horas da manhã, ela já estava na companhia de uma outra pessoa que abusou sexualmente dela. Passou a mão em suas partes íntimas, retirou a roupa dela”, relatou o delegado.

Ainda conforme Cunha, um mototaxista encontrou a vítima bastante debilitada. Ele lhe ajudou a chegar até uma delegacia para denunciar o caso.

Prisão dos envolvidos

Além de Jaqueline, as autoridades também prenderam Lucas Pereira da Silva, de 22 anos, namorado dela, e Wesley Nascimento Lopes, de 31 anos. De acordo com a polícia, Lucas confessou participação no sequestro, enquanto Wesley é apontado como suspeito do abuso sexual contra a mãe da bebê.

Criança abandonada

De acordo com o delegado, os suspeitos abandonaram a bebê numa calçada no bairro da Compensa, sob forte exposição ao sol. Posteriormente, os policiais militares resgataram Ayla Sofia e a encaminharam para atendimento médico, onde ela permanece sob observação.

A polícia afirma ter imagens, testemunhas e outros elementos que contradizem a versão apresentada por Jaqueline. Portanto, ls três investigados responderão por crimes relacionados ao sequestro, cárcere privado, subtração de menor e violência sexual.

O inquérito continua em andamento para esclarecer a participação de cada suspeito e verificar, entre outros pontos, se havia intenção de vender a criança.

 

 

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