3 de maio de 2026
Brasil

Testes com vacinas não foram cancelados após mortes de voluntários

É falsa a informação de um vídeo, no qual um homem diz que testes com vacinas contra o novo coronavírus foram cancelados no Brasil após as mortes de voluntários. Nas imagens, o homem vestido como profissional de saúde, afirma que toda a população será obrigada a participar de testes, como “cobaias”.

– Todo mundo viu aí que várias [pesquisas] estão cancelando porque está morrendo gente – declara o homem, no conteúdo, que foi disseminado nas redes sociais.

Segundo a Agência Lupa, as quatro instituições responsáveis por testes do imunizante no país negaram que tenham encerrado os estudos da vacina.

O que aconteceu, até o momento, foi uma pausa nos testes das vacinas da Janssen (Johnson&Johnson). O Centro Paulista de Investigação Clínica (Cepic), que coordena os estudos das vacinas da Janssen e da Pfizer/BioNTech no Brasil, explicou por meio de nota que a medida foi tomada após um dos participantes apresentar uma doença inexplicada. Porém, a pausa foi referente apenas aos testes da Janssen. Sobre o imunizante da Pfizer, o Cepic esclareceu que os testes seguem sendo feitos e ainda não houve registro de efeito colateral ou morte.

Já a pesquisa com a Sputnik V ainda nem foi iniciada no Brasil. A assessoria de imprensa do Instituto Tecnologia do Paraná (Tecpar) disse esperar uma definição sobre as ações de cooperação, que deverão ser fornecidas pelo Fundo de Investimento Direto da Rússia.

 

“Todo mundo viu aí que várias [pesquisas] estão cancelando porque está morrendo gente”, declara o homem, em vídeo disseminado nas redes sociais Foto: Reprodução

Segundo o jornal O Globo, quem também rebateu fake news sobre testes da vacina foi o Instituto Butantan, responsável pela CoronaVac.

 

– É totalmente inverídica a postagem que circula nas redes sociais que afirma sobre efeitos colaterais graves e óbitos relacionados à CoronaVac, vacina desenvolvida e testada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac Life Science. A vacina encontra-se na fase 3 dos estudos clínicos, e não foi registrado nenhum efeito adverso grave e óbito entre os participantes. Os estudos, portanto, mostram que a vacina possui um excelente perfil de segurança – afirmou a instituição, em nota.

O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Universidade Federal de São Paulo (CRIE/Unifesp), responsável pelos testes da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, informou que os estudos seguem normalmente sem “intercorrências graves de saúde com qualquer voluntário”. A respeito do médico João Pedro Feitosa, voluntário do estudo que faleceu no último dia 15 de outubro, o laboratório afirmou que um comitê independente de médicos e as agências reguladoras brasileiras lideraram uma análise e o resultado indicou que o caso não colocou em risco a segurança da continuidade dos testes.

Fora isso, o site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também continua fornecendo informações sobre o mapa das vacinas em teste no Brasil.

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