O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou o ataque registrado no sábado (25), em Washington, para reforçar a defesa de seu projeto de construção de um novo salão de baile na Casa Branca.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o episódio “não teria acontecido” caso o evento ocorresse no espaço que pretende construir, descrito por ele como um salão “ultrassecreto”. O projeto, estimado em cerca de US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões), tornou-se uma das principais iniciativas pessoais do presidente em seu atual mandato.
O incidente ocorreu durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton. Na ocasião, os agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos detiveram um homem armado após uma tentativa de invasão ao evento. Autoridades relataram disparos nas proximidades, o que levou à retirada imediata de Trump, da primeira-dama e de outras autoridades.
Apesar da declaração do presidente, houve questionamento sobre a comparação, já que o jantar não era um evento oficial. Além disso, ele ocorre tradicionalmente fora da Casa Branca, a poucas quadras do local.
O projeto do salão de baile prevê capacidade para até mil pessoas, mas enfrenta entraves judiciais. Em outubro, uma ala da Casa Branca chegou a ser demolida para dar início à obra, posteriormente suspensa por decisão de um juiz federal.
O episódio também reacendeu lembranças de outro atentado histórico na mesma região, como o ataque sofrido pelo ex-presidente Ronald Reagan em 1981.
As autoridades norte-americanas seguem investigando o caso ocorrido neste fim de semana.
