5 de maio de 2026
Brasil

Vacinas da gripe e da Covid-19 serão tomadas com intervalo de 14 dias

O Ministério da Saúde determinou que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, de 2021, será realizada em abril. Foram adquiridas 80 milhões de doses para a imunização dos grupos prioritários.

Contudo, devido à pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, a campanha deste ano terá alterações. A principal é a recomendação para que a vacinação contra as duas enfermidades não seja simultânea.

A área técnica do Ministério da Saúde recomenda que haja intervalo de 14 dias na aplicação das vacinas. Ou seja, caso um idoso seja imunizado contra a Covid-19, ele terá de esperar duas semanas para receber a proteção contra a gripe.

“Ao se considerar a ausência de estudos de coadministração das vacinas Influenza e Covid-19, neste momento não será recomendada a administração simultânea das vacinas contra Covid-19 com as de outras doenças”, explica a pasta, em nota.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, enviou aos estados e aos conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass), de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) um ofício orientando como será a campanha.

No documento, Medeiros ressalta: “Nunca houve uma campanha de vacinação dessa magnitude, iniciada em tão pouco tempo. E, ao considerar também a grande abrangência da campanha de influenza, assim como a sobreposição da população-alvo, faz-se necessária uma organização e programação orquestrada e bem articulada para operacionalização de ambas as campanhas”.

Faltam estudos

Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também avaliaram a aplicação das vacinas simultaneamente. Contudo, a falta de estudos da “combinação” levou a autarquia a não recomendar o uso concomitante.

“NOS ESTUDOS DISPONÍVEIS E AVALIADOS ATÉ O MOMENTO PARA AUTORIZAÇÃO DO USO EMERGENCIAL DAS DUAS VACINAS UTILIZADAS NO PAÍS (CORONAVAC E OXFORD), NÃO HÁ INFORMAÇÃO DISPONÍVEIS SOBRE INTERAÇÕES COM OUTRAS VACINAS PARA COVID-19 OU OUTRAS VACINAS COMO INFLUENZA”, EXPLICA A AGÊNCIA, EM NOTA.

O órgão regulador ainda faz um alerta: “Ressaltamos que no uso emergencial estamos tratando de produtos inéditos e com estudos ainda em desenvolvimento”.

A campanha

Segundo o Ministério da Saúde, a campanha já está sendo organizada com as secretarias estaduais de Saúde. Apesar de ter definido o mês de início, a pasta ainda não informou a data exata para dar a largada.

“O cronograma inicial de entrega das doses contratadas já foi firmado”, resume a pasta.

Além dos idosos, fazem parte do programa de vacinação: profissionais da saúde, da segurança, da educação e do sistema prisional; doentes crônicos; adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e presidiários; caminhoneiros e profissionais de transporte coletivo; indígenas; crianças de 6 meses a 6 anos; pessoas com deficiência; gestantes; e puérperas até 45 dias após o parto.

No ano passado, quase 80 milhões de pessoas receberam a proteção. Contudo, com a falta de procura pelo público-alvo, o Ministério da Saúde disponibilizou doses para a população em geral.

A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo. Por isso, o Ministério da Saúde planeja o cronograma para antes do inverno, período de maior circulação do vírus influenza.

Leia mais

Bebê morre após ser atropelado pelo próprio pai em garagem de casa

Matheus Valadares

Avião de pequeno porte cai sobre prédio em Belo Horizonte e deixa mortos

Matheus Valadares

Juiz demitido em Rondônia: trajetória de superação termina em queda por condutas irregulares

Matheus Valadares

Ao continuar navegando, você concorda com as condições previstas na nossa Política de Privacidade. Aceitar Leia mais