A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), alertou para os prejuízos causados pelo vandalismo e pelo uso inadequado das portas automáticas instaladas nos terminais e estações do transporte coletivo da capital.
Levantamento técnico do órgão aponta que, entre fevereiro e junho de 2026, houve a emissão de 223 ordens de serviço para manutenção dos equipamentos. Desse total, 93 ocorrências, o equivalente a 41,7%, foram provocadas exclusivamente por atos de vandalismo e pelo uso incorreto das portas.
Segundo o IMMU, os principais danos ocorrem quando usuários empurram ou seguram as portas durante o ciclo automático de abertura e fechamento. Além disso, há situações como a utilização de objetos para mantê-las abertas por longos períodos, portanto, isso compromete o funcionamento do sistema.
Os prejuízos financeiros também chamam atenção. A princípio, a manutenção preventiva e corretiva regular custou pouco mais de R$ 33 mil no período. Todavia, os danos causados por vandalismo e mau uso geraram despesas de aproximadamente R$ 31 mil.
Além dos custos, o problema afeta diretamente a operação do transporte coletivo. Cada porta danificada exige, em média, até seis horas de manutenção, podendo o tempo aumentar quando há necessidade de substituição de peças. Durante esse período, o equipamento fica indisponível, dificultando o embarque e desembarque dos passageiros, principalmente idosos, pessoas com deficiência (PcDs) e usuários com mobilidade reduzida.
De acordo com o vice-presidente do IMMU, Uaroldi Guedes, preservar os equipamentos públicos é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.
O relatório também mostra que a Estação Santos Dumont registrou o maior número de ocorrências, com 34 casos, seguida pela Estação Arena, com 24, e pela Estação São Jorge, com 21 registros.
A Prefeitura reforça que denúncias de atos de vandalismo ocorrerão pelo telefone 118. Portanto, isso permitirá que o IMMU adote as medidas cabíveis com maior rapidez.
