O mercado financeiro brasileiro encerrou abril em tom positivo, com queda expressiva do dólar e recuperação da bolsa, impulsionados por fatores externos e pela política monetária doméstica.
O dólar comercial fechou esta quinta-feira (30) cotado a R$ 4,952, recuo de 0,99%, atingindo o menor nível desde março de 2024. No acumulado do mês, a moeda norte-americana caiu 4,38% frente ao real, ampliando a desvalorização para 9,77% no ano.
O movimento reflete um cenário global de enfraquecimento do dólar, aliado ao maior apetite por risco entre investidores estrangeiros, que têm direcionado recursos para mercados emergentes como o Brasil. A diferença de juros entre países também segue como fator decisivo: mesmo após cortes recentes, a taxa básica brasileira continua elevada.
Na quarta-feira (29), o Banco Central do Brasil reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mantendo cautela diante de pressões inflacionárias. Já o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliando o diferencial que favorece a entrada de capital no país.
No mercado de ações, o Ibovespa avançou 1,39% no dia, fechando aos 187.318 pontos, após seis sessões consecutivas de queda. A alta foi sustentada pelo fluxo estrangeiro e pela percepção de maior estabilidade no cenário econômico.
No exterior, o comportamento do petróleo seguiu influenciando os mercados. O barril do tipo Brent encerrou praticamente estável, cotado a US$ 110,40, enquanto o WTI recuou 1,69%, a US$ 105,07. A volatilidade continua atrelada às tensões geopolíticas no Oriente Médio, que mantêm incertezas sobre a oferta global da commodity.
Apesar da recuperação no dia, o Ibovespa terminou abril próximo da estabilidade, refletindo um mês marcado por oscilações e reavaliação das expectativas econômicas.
